Metaverse Continuum vai redefinir a forma como o mundo trabalha, opera e interage

Accenture lança uma nova unidade de negócio “Metaverse Continuum Business Group” para ajudar as organizações na adaptação às mudanças causadas pela fusão entre o mundo físico e virtual.

O novo estudo da Accenture, que conta com a participação de 24.000 consumidores e 4.650 executivos e C-Level em 35 países, incluindo Portugal, revela que o “Metaverse Continuum” – um novo espectro de mundos, realidades e modelos de negócio potenciados digitalmente – está a redefinir a forma como o mundo trabalha, opera e interage. De acordo com a Accenture Technology Vision 2022, “Meet Me in the Metaverse: The Continuum of Technology and Experience Reshaping Business”, as empresas estão a deparar-se com uma realidade muito diferente daquela em que normalmente operavam, à medida que várias tecnologias – como realidade aumentada, blockchain, digital twins  e edge computing – estão em conjunto a modificar as experiências humanas.

Para ajudar as organizações a tirar partido desta mudança, a Accenture lançou uma nova unidade de negócio. A Accenture Metaverse Continuum será liderada a nível global por Paul Daugherty, Chief Technology Officer da Accenture  e David Droga, CEO e Creative Chairman da Accenture Interactive. 

Segundo Paul Daugherty, Chief Technology Officer da Accenture, a próxima geração da internet está a expandir-se rapidamente e impulsionará uma nova onda de transformação digital muito maior do que alguma vez pudemos assistir, com capacidade de alterar a forma como todos vivemos e trabalhamos”. Paul Daugherty alerta ainda que “a nossa visão do metaverso como um continuum desafia visões mais redutoras e prevalentes, e acentua a necessidade de ação urgente por parte das empresas para que não operem em mundos projetados por e para outras entidades.”

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Como parte do estudo, a Accenture entrevistou mais de 4.600 executivos na área de tecnologia em 23 indústrias e em 35 países, incluindo Portugal. Neste estágio inicial, 71% dos executivos acreditam que o metaverso terá um impacto positivo na sua organização e 42% acreditam que será inovador ou transformador.

Rui Barros, Managing Director da Accenture, responsável pela área de Technology em Portugal revela que “à medida que a linha entre a vida física e digital das pessoas fica cada vez mais ténue, as organizações têm a oportunidade e a obrigação de construir um metaverso responsável – abordando questões como confiança, sustentabilidade, segurança pessoal, privacidade, acesso e uso responsáveis, diversidade e muito mais. As ações e escolhas que fazem hoje vão preparar o cenário para o futuro.”

A Accenture também opera no seu próprio metaverso, o Nth floor, onde os colaboradores da empresa podem participar no onboarding de novas contratações e em formações imersivas ou apenas socializar em equipa. Neste ano fiscal, a empresa espera que 150.000 ou mais novas contratações trabalhem no metaverso no seu primeiro dia.

Pedro Pombo, Managing Diretor da Accenture, responsável pela área de Interactive em Portugal afirma que “a Accenture é reconhecida como um dos principais líderes em capacidades relacionadas com o metaverso, com 600 registos de patentes e mais de uma década de experiência”. Pedro Pombo explica que “A nossa nova unidade de negócio combina essas capacidades com os pontos fortes criativos da Accenture Interactive, com equipas de inovadores e criadores que vão introduzir novas aplicações no ambiente descentralizado do metaverso.”

A par desta novidade, o relatório Technology Vision 2022 identifica quatro tendências principais que vão influenciar as empresas:

WebMe: Putting the Me in Metaverse – As estratégias corporativas são construídas para a internet de hoje, um mundo digital onde as plataformas geralmente carecem de interação entre operações e portabilidade de dados. O Metaverse e a Web3 estão prontos para reformular a internet; em vez de haver uma coleção infindável de sites e aplicações, no futuro, o metaverso levará a um ambiente 3D contínuo no qual movermo-nos de um “lugar” para outro será tão simples quanto caminhar de uma divisão para outra. 95% dos executivos acreditam que as futuras plataformas digitais precisam de oferecer experiências unificadas, possibilitando o cruzamento de dados dos clientes em diferentes plataformas e espaços.

Programmable World: Our Planet, Personalized – À medida que tecnologias emergentes como 5G, ambient computing, realidade aumentada e materiais inteligentes se tornam mais avançadas, os ambientes digitais serão cada vez mais integrados no nosso mundo físico. Esses ambientes vão transformar não apenas a forma como as pessoas se envolvem com os mundos virtuais e físicos, mas também serão capazes de alterar tudo o que é construído lá dentro, como as pessoas sentem e interagem e o controlo que têm sobre ele. Surpreendentemente, 92% dos executivos concordam que as organizações líderes vão ultrapassar os limites do mundo virtual para torná-lo mais real, aumentando a necessidade de uma navegação constante e perfeita entre o mundo físico e digital.

The Unreal: Making Synthetic, Authentic– As empresas e ambientes virtuais são cada vez mais suportadas por dados gerados por Inteligência Artificial (IA) que refletem de forma convicente o mundo físico. Mais do que nunca, a IA é importante para as organizações, à medida que as organizações e os consumidores deixam de refletir sobre o que é real versus falso, para se focarem no que é autêntico – não apenas em termos de conteúdo e algoritmos de uma empresa, mas de toda a sua marca. Com o mundo irreal prestes a tornar-se realidade, os líderes terão de ser ágeis na preparação dos seus negócios. Seguindo esta tendência, 96% dos executivos afirmam que as suas organizações estão comprometidas em autenticar a origem dos seus dados e no uso legítimo da IA.

Computing the Impossible: New Machines, New Possibilities – A chegada de uma nova classe de máquinas está a capacitar as organizações de todos os setores, possibilitando uma ampliação dos limites do que os computadores poderiam habitualmente oferecer. Tecnologias como quantum computing e biology-inspired computing estão a permitir que as empresas resolvam problemas que podem ser demasiado caros, ineficientes ou impossíveis para a computação tradicional. À medida que os “grandes desafios” se tornam operações triviais, a forma como as empresas competem, criam valor e fazem parcerias mudará radicalmente; quase todos os executivos (94%)  concordaram que o sucesso a longo prazo dependerá do aproveitamento da próxima geração de computação para resolver desafios aparentemente complicados.

As empresas mais inovadoras estão simultaneamente a navegar na incerteza dos mercados de hoje enquanto começam a competir no Metaverse Continuum. Por exemplo, ao trabalhar com a Microsoft e com a Accenture, a Mars está a adotar a tecnologia de digital twins – um dos elementos fundamentais do metaverso – para reduzir o desperdício, aumentar velocidade e capacidade e habilitar os seus colaboradores e parceiros para tomarem decisões em tempo real em toda a sua cadeia de abastecimento. A Mars está agora a estender esse conceito para o desenvolvimento de produtos com simulações digitais tendo em consideração fatores variáveis, como o clima ou disrupções de fornecimento, e assegurando uma maior visibilidade desde o ponto de origem até o local de consumo.

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