Os mais recentes lançamentos da Disney vão interessar-lhe

São as suas ferramentas de código aberto e bibliotecas open source.

Se é comum associar a Disney aos filmes de animação ou aos parques de diversões, a empresa mostrou-se recentemente como produtora de software open source, encorajando contribuições dos seus programadores e lançando software próprio numa plataforma online.

A empresa tem tido um caminho relevante no mundo open source, com vários projectos que envolvem imagens, como o formato de arquivo OpenEXR, desenvolvido pela subsidiária Industrial Light and Magic. Mas há também bons resultados menos centrados no campo da imagem, incluindo o Munki, um conjunto de ferramentas para ajudar os administradores do MacOS X a gerir instalações e remoções de software.

O repositório da Disney no GitHub destaca o seu Open Source Program como uma possibilidade dos programadores explorarem vários projectos open source (14, no total), incluindo o Universal Scene Description (USD), que a Disney considera como o núcleo do “pipeline” de imagens 3D da Pixar.

A empresa usa o USD em cada aplicação para criação e renderização em 3D, incluindo no Pixar Presto. Segundo a Disney, o USD é o seu primeiro software disponível publicamente, através de uma única API. A intenção é que a Pixar evolua o USD para servir como uma linguagem comum para a definição e edição de dados 3D.

No GitHub estão ainda disponíveis ferramentas, bibliotecas e softwares usados pelos animadores e programadores da Disney em diferentes animações e filmes da Pixar Animation Studios, Marvel Studios, LucasFilm, Walt Disney Animation Studios, Disney Interactive Studios e Walt Disney Animation Television.

Outro projecto em destaque é o Partio, uma biblioteca C++ para trabalhar com formatos de partículas 3D, incluindo GEO, BGEO e PTC. Está disponível através de uma API Python e de ferramentas de linha de comando. O Partio destina-se a fornecer uma interface unificada semelhante a bibliotecas de imagens para facilitar o tratamento de ficheiros de partículas, uma parte importante do trabalho de efeitos especiais, porque permitem informações de forma livre no espaço 3D. Infelizmente, não há um formato padrão para partículas semelhantes ao Wavefront .obj. “A maioria dos sistemas de animação tem os seus próprios formatos de partículas, proprietários”, diz a documentação do projecto.

Há ainda o Dragonchain, um projecto orientado para simplificar a integração de aplicações em Blockchain. Desenvolvido pela Disney este ano, o Dragonchain tem como objectivo proteger negócios que envolvam uma forma independente da moeda, interoperável. Especula-se que venha a ser usada para possibilitar programas de pontos/recompensas baseados em criptomoedas como o Bitcoin. Não há uma aplicação clara e definitiva para as possibilidades do Dragonchain, ainda, mas a Disney lançou o protocolo blockchain com uma licença de código aberto em Apache 2 modificado.

A linguagem Ruby também é contemplada pela Disney, com o ruby-jss, anteriormente conhecido como jss-api-gem. Este projecto, também da Pixar, oferece um módulo JAMF Server Software (JSS) para trabalhar com o Casper Suite do JAMF Software para gerir Macs. O conjunto será renomeado como JAMF Pro. “O módulo abstrai os objectos da API como classes Ruby, que interagem para permitir uma automação mais simples das tarefas relacionadas com o Casper”, de acordo com a documentação.

Também em relação à animação, o projecto OpenSubdiv oferece uma API para integração em ferramentas de desenvolvimento de conteúdo digital de terceiros. A tecnologia GPU em OpenSubdiv foi desenvolvido pela Pixar e pela Microsoft.

Além disto, há algum tempo que a Disney abriu o código da SeExpr, uma linguagem de expressão simples usada para controlo artístico e personalização de software. É usado “para síntese de geometria procedural, síntese de imagem, controlo de simulação e muito mais”, afirma a empresa. Os programadores têm usado esta linguagem para prototipagem rápida, por exemplo.

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