Em 2016 veremos emergir os verdadeiros líderes da cloud

A Amazon, Google, Microsoft já sabem o que significa executar Hyperscale em Public Cloud, enquanto está a caminho, num processo de aprendizagem. Qual destas companhias está em melhor posição para “agarrar” a atenção dos clientes?

microsoft office recuaNo segmento do software empresarial, é relativamente fácil nomear as principais empresas, sem pensar demasiado: Microsoft, IBM, Oracle e SAP. De acordo com estimativas da Infoworld, a receita conjunta destas quatro empresas terá alcançado 140 mil milhões de dólares em 2015.

Mas se falaremos no mercado da public cloud, o quarteto não é exactamente o mesmo: Amazon, Microsoft, Google e IBM são os líderes principais. E, embora as receitas na public cloud ainda sejam uma pequena fracção das receitas geradas pelo software empresarial, o crescimento é contínuo.

AWS lidera

A AWS, que lidera, facturou mais de 7 mil milhões em 2015, uma crescimento de cerca de 80 por cento face a 2014. Por seu lado, a Microsoft terá alcançado receitas no valor de 5 mil milhões de dólares, devendo em 2016 atingir os 8 mil milhões de dólares. Este montante inclui, no entanto, as receitas com o Office 365, que apesar de ser entregue, não pode ser realmente categorizado como SaaS.

A IBM, por sua vez, reportou 4,5 mil milhões de dólares na public cloud, um crescimento de 45 por cento face a 2014 variação anual, embora os analistas de Wall Street coloquem algumas reservas a este número.

A Google não divulga a sua receita com public  cloud, mas uma fonte da Infoworld estima que não tenha passado de 400 milhões de dólares em 2015. Até recentemente era difícil determinar se a Google tinha uma estratégia de oferta para a public cloud.

No entanto, há cerca de dois meses, Urs Hölzle, vice-presidente de infraestrutura da Google, previu que o negócio de public cloud da empresa possa vir a ultrapassar em cinco anos o negócio da empresa realizado em publicidade, que foi de 65 mil milhões de dólares em 2015.

A Google explica esta estimava de crescimento exponencial porque no negócio da public cloud, a infraestrutura é tudo (veja o post recente de David Mytton, colaborador da InfoWorld: “Guerra da localização global: Amazon vs. Microsoft x Google”). A Google é a terceiro em cobertura global, mas o ponto é que a empresa já possui uma enorme experiência no uso de data centers em cloud, graças ao negócio ao negócio motor de busca/publicidade.

A especificidade IBM 

Note-se que as regiões mencionadas por David Mytton foram definidas em função da disponibilidade e não na capacidade e essa é a razão para a IBM não aparece na lista: a imensa presença global da IBM deve-se à compra da SoftLayer, que no entanto não disponibiliza o nível de serviços PaaS oferecidos pela AWS, Microsoft e Google. A IBM Bluemix PaaS disponibiliza um alargado pacote de serviços, mas está actualmente disponível apenas nos EUA, Reino Unido e Austrália.

Na verdade, dada a abordagem tradicional da IBM, esta estratégia faz sentido. Os Professional Services da IBM podem construir aquilo que os cliente pretenda na sua infraestrutura SoftLayer, com disponibilidade Bluemix que pode aumentar gradualmente ao longo do tempo.

Enquanto isso acontece, muitas implantações Bluemix são locais, já que a IBM aposta no modelo híbrido. Os outros três fornecedores têm-se dedicado mais explicitamente à entrega de public cloud self-service.

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Perspectivas

A Amazon estabeleceu esse modelo, que é responsável pela sua enorme vantagem actual, embora os clientes corporativos sejam uma pequena fatia dos total de clientes.

A Microsoft tem a vantagem única de uma enorme presença nos data centers da empresa com o Windows Server e o System Center, que a empresa (com a ajuda do Azure Pack e do Azure Stack) já está a utilizar para promover uma arquitectura híbrida para os clientes.

O objetivo é fazer das clouds Azure uma extensão natural da infraestrutura on-premise dos clientes. Parte das previsões optimistas que mostram que o Azure pode ultrapassar a AWS, em breve, têm aí a sua explicação.

O Google tem mais espaço para crescer, a qual se deve a ter uma vantagem na corrida por suportar implementações de repositórios de produção em escala, graças ao trabalho pioneiro sobre a especificação do recipiente Linux e a experiência de gerir milhares de milhões por semana. E  com o recente lançamento da Cloud Native Computing Foundation, pode muito bem desenvolver uma oferta híbrida eficaz.

Respostas para 2016

A questão que se coloca é outra? A Google vai continuar empenhada em descobrir como conquistar os clientes corporativos? E a Amazon vai oferecer às empresas uma forma mais fácil de adoptar o modelo híbrido com a AWS? Por seu lado a Microsoft pode sincronizar o desenvolvimento contínuo da cloud pública Azure e da Azure Stack de forma eficaz? Estas são respostas que deverão chegar em 2016.

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