Quando o Big Data e a IoT se chocam

O debate à volta do Big Data não cessa e paralelamente emergiu o termo `Internet das Coisas´ (`Internet of Things´ ou `IoT´, que irrompeu em numerosos círculos onde habitualmente se analisa a acalidade da gestão da informação.

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Manuel del Pino, Presales Manager de Information Builders

A IoT eclodiu devido ao crescimento imparável do número de sensores que hoje em dia estão integrados em tudo, desde os nossos dispositivos móveis até a infraestrutura tecnológica que nos rodeia, passando pela roupa que vestimos. Avançamos para um futuro em que os objetos inteligentes podem detectar o ambiente no qual se encontram e interagir não apenas com os seus donos, mas até mesmo entre eles.

Os dados procedentes das máquinas representarão, a curto prazo, o maior fluxo de informação que aglutina a Internet e, por extensão, o maior fornecedor dos sistemas de Big Data.

Os dados procedentes das máquinas representarão, a curto prazo, o maior fluxo de informação que aglutina a Internet e, por extensão, o maior fornecedor dos sistemas de Big Data.

Fenómeno sem precedentes

A evolução para este novo paradigma digital não tem precedentes: a Gartner considera que em 2020 mais de 30 mil milhões de dispositivos estarão ligados à Internet – comparados com os cerca de 2,5 mil milhões de 2009. Até à data, por dispositivos entendemos principalmente PCs, tablets e telemóveis, mas em 2020 a amálgama aumentará notavelmente em torno de todo tipo de sensores ou tecnologias baseadas em etiquetas RFID.

A disponibilidade destas informações permitir-nos-á monitorizar qualquer coisa que imaginemos, desde o consumo de energia ao trânsito.

A IoT não é só mais uma tendência tecnológica. Para exemplificar, apresentamos os dados extraídos de um relatório recente do The Economist: 95% dos diretores entrevistados afirmaram que apostarão, nas suas empresas, pela IoT num prazo máximo de três anos; enquanto 63% considera que as organizações mais lentas na implantação desta tecnologia ficarão para trás.

Capitalizar a informação

Ao mesmo tempo que a IoT gera o maior volume de dados nunca visto, também emerge a oportunidade de capitalizar em informação todos estes dados, até o ponto dos novos negócios passarem a crescer graças à comercialização desta informação. No entanto, não se tratará de um passo trivial.

Estas empresas, numa primeira fase, terão de lidar com a torrente de dados proveniente de milhões de potenciais fontes que aparecem e desaparecem; e, em seguida, deverão empregar as soluções necessárias para a armazenar, organizar e lhe aplicar técnicas de `business analytics´ para transformar os dados em informação de valor.

O `business analytics´ não reside apenas em computar a informação correta, mas também em possibilitar ao consumidor dessa informação um acesso fácil aos dados de que necessita. De igual modo, o Big Data, que se compõe de dados tanto estruturados como desestruturados, deve dotar o utilizador de todas as facilidades possíveis para que o seu acesso seja o mais transparente possível.

Utilizo o termo `business analytics´ – em vez de simplesmente `analytics´-, já que só é possível extrair informação real dos dados se situarmo-los num contexto de processos e modelos de negócios. Enfatizar a IoT proporcionará uma fonte adicional de dados para otimizar os negócios, mas sempre se os vincularmos a outras fontes de informação como os data warehouses ou as aplicações operativas. Para além disso, há que se canalizar todas as estratégias de dados-mestres procedentes de qualquer tipo de fonte, sejam máquinas, aplicações ou seres humanos.

O `business analytics´ não reside apenas em computar a informação correta, mas também em possibilitar ao consumidor dessa informação um acesso fácil aos dados de que necessita. De igual modo, o Big Data, que se compõe de dados tanto estruturados como desestruturados, deve dotar o utilizador de todas as facilidades possíveis para que o seu acesso seja o mais transparente possível.

A denominada `enterprise search´ (busca empresarial) é o paradigma mais comum para explorar os dados desestruturados, enquanto as ferramentas mais tradicionais de business intelligence são melhor manuseadas entre os dados estruturados. Apenas aquelas soluções que utilizam uma plataforma informacional capaz de integrar o business intelligence com a `enterprise search´ através do Big Data e outras fontes de dados, poderão atender, de modo satisfatório, as necessidades do futuro consumidor de informação.

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