CEO portugueses sem influência digital

Líderes da Central de Cervejas, TAP, Axa, EDP e ANA são os mais bem posicionados.

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Os sites corporativos e as páginas pessoais no LinkedIn são os perfis mais privilegiados pelos CEOs e executivos em Portugal, revela um novo estudo da Llorente & Cuenca que analisou a influência digital de mais de 1.100 desses responsáveis das principais empresas de Portugal, Espanha e América Latina.

“Em Portugal, não existe nenhum executivo com um índice de presença e influência relevante, o que contrasta com a realidade de Espanha, México ou até Equador, países que conheceram as melhores classificações no ranking. Ainda assim, a Central de Cervejas, TAP, Axa, EDP e ANA são as empresas cujos líderes estão melhor posicionados no mundo digital”, diz a consultora em comunicado.

“Numa altura em que a confiança, a reputação, a transparência e o lado social e humano das organizações é mais importante que nunca, parece haver uma oportunidade de comunicação que é ainda desperdiçada”, nota Tiago Vidal, director-geral da consultora. “Os líderes empresariais parecem ainda recear entrar no universo digital, seja por questões de privacidade, segurança ou até por receio de se exporem a um contexto onde a comunicação bidireccional é a norma”.

O estudo “Identidade digital dos CEO’s: Portugal e a realidade ibero-americana“, realizado durante Julho de 2015, com 100 empresas nacionais, mostra que “a identidade digital dos líderes empresariais portugueses não é vista como uma ferramenta de comunicação estratégica: o índice de presença e influência dos primeiros 10 executivos portugueses está muito abaixo da média dos países analisados: 22 pontos, que comparam com 71 em Espanha, 57 no México e 50 no Equador”, diz a consultora.

Os sites corporativos e o LinkedIn são escolhidos por 55% dos líderes portugueses, enquanto 11% dos mesmos não têm qualquer perfil online.

Em termos globais, o estudo evidencia que “a presença e a influência digital dos CEOs e dos executivos em Portugal, Espanha e América Latina é ainda baixa”.

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