Autoridade Tributária avança para Big Data em 2015

Em Janeiro de 2015, a Autoridade Tributária espera ter concluída a prova de conceito de Big Data na organização. O processo de escolha da solução deverá ficar concluído até final do primeiro semestre e a questão do financiamento poderá ser a única condicionante.

“Estamos a preparar um projecto que vai permitir o cruzamento de informação estruturada e informação não estruturada. E está para breve”: foi com estas palavras que Carlos Santos, coordenador da área de sistemas da Autoridade Tributária (AT), introduziu o tema da implantação de tecnologias de “Big Data” na AT, durante a sua intervenção no Oracle Day, em Lisboa.

Em declarações para o Computerworld, Carlos Santos adiantou que “a AT está neste momento a desenvolver a prova de conceito do Big Data, um processo que iniciámos em 2014 e que deverá estar concluído em Janeiro do próximo ano”. O responsável acrescentou ainda que “se tudo correr como está programado e não haver qualquer condicionamento, por exemplo, do ponto de vista financeiro, faremos uma consulta ao mercado durante os meses seguintes e até final do primeiro semestre de 2015 teremos concluído a escolha da solução”.

Carlos Santos explicou a evolução para o Big Data na AT como um caminho normal no processo de informatização e digitalização iniciada no início da primeira década deste século, focado em responder aos desafios do fisco e procurava benefícios em diferentes aspectos: simplificação e automatização de processos, que respondia aos desafios do fisco e procurava benefícios a diferentes níveis: simplificação e automatização de processos, desmaterialização, transparência, agilidade organizacional e poupança/redução de cursos.

O responsável lembrou que a AT tem um objectivo que “é servir melhor o cidadão, melhorando os processos de interacção com o cidadão/contribuinte, e facilitar o acesso à informação fiscal junto dos serviços. Os sistemas servem para ajudar a dar cumprimento a esse objectivo”.

O projecto envolve integrar processos de back-end com o front-end (estratégia de acesso multicanal), criando um sistema integrado com uma “visão de 360 graus” sobre contribuintes.

Por outro lado, a evolução para o Big Data decorre também da estratégia de TI da AT, passa por integrar processos de back-end com o front-end (estratégia de acesso multicanal), criando um sistema integrado com uma “visão de 360 graus” sobre contribuintes e, no limite, informatizar os serviços ao ponto de conseguir criar um sistema de personalização de atendimento para todos os contribuintes.

Carlos Santos salientou também, nesta estratégia de acesso multiplaforma/multicanal e de interacção com os cidadãos, as aplicações móveis e social media são cada vez mais relevantes.

Evolução para Big Data é necessária 

Este processo ocorre numa década de crescimento exponencial dos dados e das transacções nos sistemas (400 servidores) da AT, o que torna quase a inevitabilidade da evolução para o Big Data: porque existem dados e porque é necessária. Carlos Santos lembra a AT gere 9,5 milhões de utilizadores, processa por dia 7,5 mil milhões de dados, tem mais de 1 petabyte de dados e o crescimento anual é de 20%, gerindo ainda 161 milhões de documentos de transportes, entre outros desafios.

Por outro lado, lembra que entre 2012/2013 os sistemas conseguiram responder em simultâneo/sessões a mais de 210 mil pedidos (coincide com a entrega do IRS), contra 111000 entre 2008/2011. Durante a sua intervenção no Oracle Day, Carlos Santos informou ainda que a AT possui e utiliza uma Cloud Privada “já há algum tempo”, desde 2003 referiu depois, em que os dados estão centralizados.

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