Empresas demoram, em média, cinco meses a entregar projectos de TI

Média é maior no Reino Unido do que noutros países da Europa.

projecto TI - CW UKAs empresas levam uma média de cinco meses entre a concepção e a entrega de um projecto de TI, de acordo com um inquérito da VMware.

A análise, feita a decisores de TI pela Vanson Bourne, nota que os longos prazos são um problema em particular no Reino Unido – segundo 80% dos decisores britânicos de TI, em comparação com 65% noutros países da Europa.

A diferença média foi registada em cinco meses, mas um quarto dos entrevistados costuma ver uma lacuna de sete a 18 meses para os projectos.

Esta dissonância traz consequências graves para o desempenho, a competitividade e as perspectivas de crescimento das organizações, admitem estes responsáveis.

No Reino Unido, mais de metade (51%) citou a reduzida probabilidade de inovação em todos os departamentos, a redução da produtividade dos funcionários (52%) e a perda de clientes para concorrentes mais ágeis (35%) como as maiores implicações desta situação.

Falando na recente conferência VMware em Londres, Joe Baguley, CTO para a EMEA, disse ter ficado surpreendido com a diferença média de apenas cinco meses e que esse período de tempo era “muito optimista” para algumas empresas.

Segundo ele, “um atraso de quase meio ano entre o que a empresa espera das TI e o que elas podem fornecer é enorme. Não podemos subestimar a pressão que os departamentos de TI enfrentam na nova era da cloud móvel, uma vez que tentam equilibrar a necessidade de maximizar o valor dos sistemas existentes com a necessidade de implantar novas tecnologias”.

Enquanto os CTOs já se acostumaram com um ciclo de vida de três a cinco anos na mudança de sistemas operativos, Baguley disse que, na extremidade superior do espectro, algumas empresas estavam a completar estes ciclos num único dia.

O estudo entrevistou 1.800 decisores de TI e 3.600 trabalhadores de serviços em empresas com mais de cem empregados no Reino Unido, França, Alemanha, Holanda, países nórdicos, Rússia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, entre Março e Abril deste ano.


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