Estudo indica que teletrabalho aumentou produtividade e aptidão digital dos colaboradores

Um estudo do Gartner mostra que 36% reportaram um aumento de produtividade e 35% não sentiram alterações.

Quase um em cada cinco trabalhadores (18%) considera-se um perito em tecnologias digitais, e mais de metade diz que é pelo menos proficiente nas ferramentas usadas no trabalho remoto. Foi isto que um estudo do Gartner divulgado na passada semana mostrou, numa análise aos desenvolvimentos dos trabalhadores em teletrabalho no de correr da pandemia COVID-19.

O inquérito ouviu mais de 10.000 profissionais de organizações com 100 ou mais funcionários. Tentou compreender as experiências e sentimentos dos colaboradores em relação ao uso da tecnologia desde o início da pandemia.

Ao contrário do medo de executivos e líderes, o teletrabalho aumentou a produtividade – pelo menos de acordo com a visão dos trabalhadores. Entre os trabalhadores cujo tempo de trabalho em casa tem vindo a aumentar desde janeiro de 2020, 36% reportaram um aumento da produtividade e 35% não sentiram alterações. A flexibilidade no horário de trabalho foi o fator mais citado para uma maior produtividade, selecionada por 43% dos entrevistados.

“Agora que muitos trabalhadores experimentaram a flexibilidade que o trabalho remoto oferece, será um fator chave na contratação e aquisição de talento”, disse Whit Andrews, vice-presidente de investigação da Gartner e responsável por este estudo. “Na verdade, 69% dos profissionais da nossa pesquisa disseram que eram mais propensos a considerar um novo papel que lhes permitisse trabalhar num local à sua escolha, e 64% eram mais propensos a considerar uma função que permitisse horários flexíveis.”

Já um quarto dos trabalhadores inquiridos informou que a produtividade diminuiu. As questões de conectividade e as mudanças tecnológicas estão entre as principais razões apontadas.

Para Andrews, este grupo demonstra que a proficiência digital é essencial para a produtividade quando se trabalha remotamente. “Os CIO devem alargar a orientação e formação dos trabalhadores para garantir que nenhum trabalhador seja deixado para trás, à medida que o domínio da tecnologia se torna expectativa”, diz.

Dispositivos e serviços

O estudo concluiu ainda que os trabalhadores digitais aumentaram a dependência de dispositivos portáteis durante 2020. Houve um aumento de 11% na proporção de tempo de trabalho gasto em computadores portáteis, smartphones ou tablets. Por outro lado, o tempo nos ambientes de trabalho diminuiu 8%.

O estudo mostra ainda um aumento no número de trabalhadores que usam dispositivos pessoais e ferramentas para o trabalho. Mais de metade dos inquiridos relataram ter usado apps ou serviços fora do bolso para colaborar com os colegas. A mesma proporção (55%) usa dispositivos pessoais pelo menos uma parte do tempo.

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