Sistemas de Informação no Século XXI – Forecast e Elevado Desempenho

Ao longo do século XXI, Portugal tem vindo a revelar-se como um dos destinos preferenciais das empresas de inovação e tecnologia no que toca a projetos ou migrações de infraestruturas tecnológicas e/ou equipas de consultoria em sistemas de informação. Naturalmente que o país e sobretudo os seus centros financeiros, Lisboa e Porto, estão a sentir de uma forma mais assinalável esta crescente aposta, o que no presente se revela como um enorme desafio em termos de infraestruturas em ambas as cidades.

Por Francisco Marques | ADENTIS

Que podemos esperar num futuro próximo e como prepará-lo? 

O contexto de saúde pública que agora nos assola veio demonstrar a importância da aposta na Transformação Digital e vincou ainda mais, o facto de que sem a mesma, há negócios que se arriscam a desaparecer. É igualmente importante que este seja um processo de mudança gradual, para que exista um timing de conversão de mão-de-obra de umas áreas laborais para outras. 

É importante que as várias entidades governamentais consigam capitalizar da melhor forma possível todo o investimento do estrangeiro que continua a chegar a Portugal. Este dado transporta-nos para a principal dificuldade que as empresas presentes no setor sentem no nosso país: existe um fosso enorme entre a procura de mão-de-obra qualificada e a existência da mesma no mercado de trabalho. Esta condição cria um cenário de competitividade, demasiadas vezes exacerbada e onde, não raras vezes, há atropelos à própria honestidade intelectual e deontologia que qualquer carreira de sucesso/qualidade deveria impor.

O que podemos então fazer para inverter esta tendência? 

No que toca ao setor privado existem entidades, como a ADENTIS, que atuam no setor da consultoria de sistemas de informação. Estas entidades continuam a dar um valioso contributo no que toca à formação e certificação especializada dos seus quadros neste setor. A nossa experiência faz antecipar um cenário que tem vindo a ser delapidado com o tempo pelos sucessivos Governos de Portugal, mas que se torna cada vez mais imperativo no nosso sistema de educação: as duas macro áreas de estudos, sobretudo no ensino secundário, deveriam passar na realidade a três macro áreas de estudo, a saber – Ciências, Letras, Informática e Sistemas de Informação. Devemos claramente preparar o futuro e dar oportunidade gratuita aos nossos jovens que queiram lançar-se cedo numa carreira orientada à Inovação, Tecnologia e Sistemas de Informação. Sendo verdade que esta opção de escolha já existe em muitas escolas do nosso País, é igualmente verdade que poderia e deveria ser feito um trabalho no sentido de garantir esta opção em todas as escolas. Estamos a falar de uma área transversal a toda e qualquer atividade empresarial em pleno século XXI, pelo que se torna urgente conseguirmos internamente em Portugal, capacitar mais potenciais profissionais numa área onde os salários e a oportunidade de crescimento profissional estão claramente acima da média nacional.

Como podemos então ter sucesso neste desígnio?

Sermos bons no que fazemos e sermos bem-sucedidos não é nenhuma ciência do domínio do oculto, nasce sim de uma preparação incomensurável. Acontece sobretudo quando o ser-humano, na sua individualidade, consegue suplantar o seu principal adversário: ele próprio. Esta condição é verdadeira sobretudo pelo facto de nós, enquanto espécie, sofrermos de um fenómeno designado de dissonância cognitiva, isto é, ficamos presos ou tornamo-nos demasiado suscetíveis a ocorrências e experiências passadas. E se a transformássemos em algo que nos ajude a dar o step-up? E se nos pudermos colocar em situações de desconforto por forma a estarmos altamente preparados para concretizarmos a visão que temos de nós próprios no futuro? 

É muito importante que cada ser-humano e cada profissional na sua essência, procure fazer a cada dia o que o apaixona verdadeiramente.

“Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia da tua vida” – Confúcio 

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