Home office uma questão de liderança

Para além da tecnologia, há ferramentas fundamentais para lidar com o trabalho virtual.

O número de trabalhadores em “Home office” todos os anos cresce. Alguns estudos referem mesmo que por exemplo nos Estados Unidos cerca de 43% dos funcionários já trabalham fora do escritório pelo menos parte do tempo. Um estudo do Gartner prevê que, este anos, o número de trabalhadores em regime de “Home office” poderá ultrapassar os 50% pela primeira vez na história.

Neste cenário, contratar e reter os melhores talentos exige oferecer opções flexíveis. Por outro lado, ainda há grande dificuldade por parte dos gestores sobre como liderar equipas remotas. De fato, o trabalho remoto pode beneficiar o recrutamento e a produtividade, mas utilizar as técnicas de gestão tradicionais para manter as equipas fisicamente dispersas geralmente não é boa opção.

Apesar de ainda ser necessário definir objetivos claros e ajudar a equipa a alcançá-los, há outros pontos responsáveis pela motivação dos funcionários. Para os especialistas, é importante que se concentre em três áreas fundamentais: comunicação, comunidade e desenvolvimento de carreira.

Comunicação

Recomenda-se manter o contato mais fluido e espontâneo com a equipa que está em “Home office”. Os gestores precisam se habituar a conversar por telefone, e-mail, chat ou chamadas de vídeo. Ao contrário do que acontece nos escritórios, onde é possível ter conversas casuais, é preciso reservar tempo para ter esse tipo de interação com os colaboradores fisicamente distantes. Este hábito gera confiança, motivação e melhora o relacionamento do trabalhador com a empresa. Elimine reuniões físicas que não tem qualquer propósito e só atrasam processos.

Senso de comunidade

Estudos mostram que a produtividade é maior e a rotatividade é menor nas empresas em que as pessoas sentem que estão conectadas a uma comunidade – e não a trabalhar isoladamente. Mas como criar essa sensação quando os colegas estão distantes? Em geral, as empresas utilizam a tecnologia para resolver esse problema. Grandes organizações que têm apostando no trabalho remoto criaram comunidades virtuais com notícias, newsletters e eventos de diversos interesses. Desta forma, colaboradores com os mesmos gostos podem conectar-se e criar relacionamentos como aconteceria presencialmente.

Desenvolvimento de carreira

Ao contrário do que acontecia anteriormente, quando se fala em formação e desenvolvimento deve haver a inclusão de todos os colaboradores, incluindo os em “Home office”. Estudos recentes sugerem que a aquisição de novas competências e desenvolvimento de carreira estão no topo das listas de desejos dos candidatos a vagas de emprego. Pensando nisto, especialistas sugerem que os gestores ofereçam, por exemplo, cursos de capacitação do LinkedIn ou sessões de formação para os colaboradores remotos. Segundo os analistas, os funcionários remotos desejam contar com “formadores”, alguém que os ouça e os aconselhe.

Há, entretanto, um paradoxo no trabalho virtual. Apesar de não ser possível sem novas tecnologias, as soluções tecnológicas isoladas não podem replicar a atuação dos gestores; afinal, a inteligência e o comprometimento humanos ainda são os fatores que mantêm a motivação e a ligação entre as pessoas.

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