Seis soluções para uma IoT eficaz

Graças à IoT, um produto com dez anos pode fazer hoje coisas que não tinham sido inventadas há uma década. Uma simples atualização de software pode adicionar um novo serviço ou alterar o comportamento de um botão, tal como a Sonos fez. Fundada em 2002, esta empresa começou por exportar os seus produtos conectados em 2006. E desde então que tem vindo a adicionar suporte a mais de 60 serviços de música, de forma a acompanhar uma indústria em rápida mudança.

Por Danilo Poccia, EMEA Evangelist, AWS

A Internet das Coisas (IoT) é atualmente uma oportunidade muito importante para as empresas que desejam repensar os negócios e aspiram definir uma estratégia de posicionamento de mercado mais ampla e focada. A disponibilidade contínua da banda larga, a capacidade de computação e o armazenamento em quantidades quase infinitas, na ponta dos dedos, através da cloud, foram essenciais para impulsionar esta nova tendência tecnológica. Nos últimos anos começámos a ter uma ideia do que é possível. Este cenário surgiu através do aparecimento de novas necessidades, como uma maior eficiência das turbinas de gás, dos serviços de saúde, dos eletrodomésticos e finalmente dos processos de fabrico e produção.

Tendo por base a relação com centenas de clientes, apresento seis soluções que definem uma estratégia de IoT capaz de acelerar a inovação. Desde ideias futuristas que visam revolucionar a economia global, a instalações que melhoram a vida quotidiana.

Primeiro dizer que os dispositivos conectados aproximam as empresas dos clientes porque fornecem feedback que as ajudam a entender como estes utilizam o dispositivo e o que mais ou menos apreciam. De certa forma é semelhante à metodologia ágil para o desenvolvimento de software, onde empresas implementam pequenas atualizações para entrarem rapidamente em produção, a fim de receber feedback dos utilizadores sobre o que fazer de seguida. A mesma abordagem ágil, graças ao feedback oriundo dos produtos conectados, pode agora ser usada para desenvolver hardware, garantindo que as empresas disponibilizem aos seus clientes os melhores produtos possíveis.

E podem ainda ir mais longe, tal como a Decisyon fez. Mais de 200 empresas de diferentes setores adotaram as soluções da Decisyon, quando a mesma apresentou aos clientes uma plataforma que os ajuda a criar apps para a Internet de Tudo, projetada como um sistema nevoso digital, capaz de ligar não apenas objetos, mas também dados, máquinas e pessoas, construídos na nuvem, com recurso à AWS. Uma inteligência coletiva capaz de gerir e organizar produção, suportando gestores e staff na tomada de decisões e sugerindo diferentes opções suportadas em dados.

Graças à IoT, um produto com dez anos pode fazer hoje coisas que não tinham sido inventadas há uma década. Uma simples atualização de software pode adicionar um novo serviço ou alterar o comportamento de um botão, tal como a Sonos fez. Fundada em 2002, esta empresa começou por exportar os seus produtos conectados em 2006. E desde então que tem vindo a adicionar suporte a mais de 60 serviços de música, de forma a acompanhar uma indústria em rápida mudança. 

Por outro lado, a Internet das Coisas permite criar ofertas que anteriormente não eram possíveis. Outro exemplo disso é a Philips HealthSuite, que procurava formas de capacitar pessoas a assumirem um maior controlo da sua saúde com soluções digitais que promoviam uma vida saudável. Hoje a Philips HealthSuite é uma plataforma digital que gere mais de sete milhões de dispositivos, sensores e apps conectadas, dirigidas à população ou a profissionais de saúde. Com a adição da AWS IoT, a cloud permitiu adquirir, processar e agir sobre dados de dispositivos heterogéneos em tempo real.

E quando a interface é o produto?! Durante anos, estivemos acostumados a interfaces “mediadas” tais como teclados, ratos para o computador ou um comando de televisão cheio de teclas. Há uns anos, interfaces “simulados” foram possíveis através de ecrãs touch que possibilitaram a novos utilizadores, especialmente crianças e idosos, interagir com tablets e smartphones. Agora, com dispositivos conectados, a interface é “direta”, o produto em si é a interface que se pode tocar e segurar na mão. Com interfaces mais sofisticadas, como o reconhecimento de voz, a comunicação surge naturalmente.

Quando se tem milhares ou milhões de dispositivos para gerir, a configuração é um tópico central. Os dispositivos não estão prontos para serem usados como um Kindle e-reader, que já tem a conta configurada quando é entregue em casa.

A empresa Veniam construiu e implementou a maior rede de veículos do mundo, com mais de 600 viaturas interligadas e está a transportar os dados em tempo real para a Internet das Coisas em Movimento. Recolhe informação dos sistemas de transporte público e privado e analisa-a em tempo real, para fornecer insights com uma latência muito baixa. As redes tradicionais não funcionam muito bem com “objetos” em movimento numa área vasta. Foi por esta razão que a Veniam implementou uma “rede misturada”, uma tipologia de rede em que cada nó pode retransmitir dados para outro nó. Com recurso ao IoT da AWS tecnologia ajuda a construir cidades mais inteligentes, possibilitando vários benefícios socioeconómicos que ao momento só foram conceptualizados em teoria

Por fim a IoT acaba por reinventar o produto. No caso dos serviços públicos, são um sector que aproveita a cloud para impulsionar a IoT. A General Electric (GE) é o melhor exemplo disso. Um dos maiores fabricantes mundiais de turbinas e responsável por gerar 30% da eletricidade mundial, a empresa está a tirar partido do IoT para se reinventar, ao usar centenas de sensores e analítica avançada, de forma a tornar a sua frota de turbinas de gás mais eficiente. Estima-se que ao melhorar a produtividade em apenas 1% é possível poupar centenas de milhares de milhões de dólares.

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