Microsoft apresenta ferramentas híbridas de gestão e análise de cloud

O Ignite da Microsoft, que se realizou em Orlando, na primeira semana de novembro, é naturalmente um evento frequentado por developers, mas em plena era de transformação digital, a presença de executivos que trabalham com estratégias de cloud, passaram a marcar presença assídua neste evento.

No Ignite 2019, em Orlando (EUA), a Microsoft apresentou uma nova abordagem para análise e data warehouse, o Azure Synapse Analytics, e uma nova maneira de executar os serviços de dados do Azure na cloud, o Azure Arc.

A Microsoft levou ainda ao seu evento em Orlando ainda uma nova oferta de computação quântica como serviço e mostrou algumas soluções de IA que em breve farão parte do seu portefólio dos serviços cloud da empresa.

Ampliação

Com o Azure Synapse Analytics, a Microsoft pega o SQL Data Warehouse do Azure e aumenta o volume para lidar com petabytes de dados na cloud. Alguns dos recursos – como mascara dinâmica de dados e segurança em nível de coluna e linha para fornecer controle de acesso granular – já estão disponíveis, mas outros – principalmente integrações com Apache Spark, Power BI e Azure Machine Learning – ainda estão em testes.

Há ainda recursos que incluem a ingestão de dados de streaming e a análise de streaming diretamente no data warehouse, e um espaço de trabalho unificado para preparação e gestão de dados. Uma das primeiras empresas a utilizar a novidade é a Unilever. Enquanto o Azure Synapse visa ajudar as empresas a concentrar todos os dados num só lugar, o Azure Arc tem como objetivo ajudá-las a distribuí-los, usando uma interface comum para gerir tarefas em execução na cloud do Azure e cargas de trabalho locais ou em outros ambientes cloud.

A Microsoft diz que o Azure Arc estende os recursos de gestão existentes, como o Azure Resource Manager, o Azure Cloud Shell ou o Azure Policy para servidores Linux e Windows, e clusters Kubernetes em execução em qualquer infraestrutura, seja local ou na cloud de outros fornecedores. Por enquanto, o serviço está em testes: as empresas podem testá-lo gratuitamente, mas sem garantias.

Consolo quântico

O Azure Quantum foi talvez o anúncio com maior impacto deste evento: a Microsoft juntou-se à IBM ao oferecer aplicações de computação quântica na cloud, embora de forma experimental e não comercial. Em teoria, a computação quântica oferece um atalho algorítmico para solucionar muitos dos problemas de otimização mais demorados. Porém, na prática, os computadores quânticos de hoje carecem de energia e tendem a falhar antes da conclusão do trabalho.

A Microsoft afirmou que os seus cientistas desenvolveram uma maneira de controlar até 50.000 qubits – a unidade básica de cálculo num computador quântico – usando apenas três fios e um chip de meia polegada “resfriado”. Isto será útil se alguém conseguir construir um computador de 50.000 qubit, mas por enquanto é apenas um hype: IBM e Google, as líderes no domínio, apresentaram computadores quânticos com apenas 53 qubits no mês passado.

Ainda assim, há algum consolo para os CIO com visão de futuro que não podem comprar seu próprio hardware quântico: serviços hospedados, como o Azure Quantum da Microsoft e o Q Experience da IBM, fornecem informações acessíveis sobre o que pode vir a ser o ambiente de desenvolvimento de software do futuro. E até que os verdadeiros computadores quânticos estejam amplamente disponíveis, simuladores de hardware locais, como a Quantum Learning Machine da fabricante francesa de servidores Atos, oferecem a possibilidade de testar a aplicabilidade da computação quântica a alguns dos mais difíceis problemas de negócios da atualidade.

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