Cibersegurança um investimento prioritário

A cibersegurança é (ou deveria ser), nos dias que correm, uma prioridade para qualquer organização. A informação e os dados estão entre os ativos mais importantes de um negócio, como tal há que preservá-los e mantê-los em segurança.

Por Vivian Haag | SAS

Há, no entanto, uma questão relevante que se prende com o facto das ferramentas de cibersegurança não terem sido pensadas nem feitas para grandes quantidades de dados. E as consequências disto acabam por resultar, muitas vezes, em falhas na deteção de ameaças e de ataques, que levam à tão falada violação dos dados.

Perante este cenário, as ferramentas de Analítica são a nova esperança, já que têm capacidade de lidar com um volume de dados massivo, detetar mudanças de comportamento e anomalias na rede e nos sistemas, perceber se há dispositivos desconhecidos na rede interna, ou seja, conseguem fazer todo um trabalho de análise minuciosa e prevenção, através não só da identificação das vulnerabilidades existentes, como posteriormente dos passos a seguir rumo à proteção da informação.

Ao olhar para a imprensa, vemos que todos os dias acontecem milhares de ataques informáticos e que a lista de empresas pirateadas é cada vez maior, pelo que este tem de ser encarado como um problema real, com impacto direto nos negócios.

Empresas, consumidores privados e organismos públicos, todos se encontram expostos a esta situação que, na sua maioria, causa danos irreparáveis, desconhecendo-se (muitas vezes) a sua origem. Perante isto, há que definir uma estratégia de cibersegurança que ajude os gestores a enfrentar esta realidade. Vírus, fugas de informação, hackers, roubos de identidade… tudo isto são ameaças cada vez mais comuns e reais, sendo importante reter que o tempo de resposta à violação da cibersegurança é crucial na dimensão que o problema depois atingirá.

Temos que ter noção de que, quanto maior for a nossa dependência em relação às redes de dados, maior é a oportunidade para os criminosos conseguirem perturbar o funcionamento essencial do governo e da sociedade no geral. Hoje em dia, as ameaças cibernéticas entram em cena através de inúmeras variantes, tais como o ransomware, ataques DDoS (Distributed Denial of Service), malwares, entre outros. E assim que uma ameaça é reprimida, surgem novas ameaças noutro lugar. O que nos faz questionar se estamos, de facto, a conseguir acompanhar o ritmo de todas estas mudanças…

Desta forma, é crucial que as organizações invistam nesta área, de modo a assegurar todos os procedimentos técnicos e organizacionais, com o objetivo de preservar a integridade e confidencialidade da informação.

Diz-se que aprender a pensar como um hacker pode ajudar a antecipar o ataque e, como tal, pode ajudar na tomada de medidas preventivas de forma a reduzir esses riscos.

Não podemos, no entanto, deixar de falar no papel do Machine Learning, já que através deste tipo de ferramentas se consegue prever e impedir ataques. Redução de falsos positivos, deteção de malwares, avaliação de riscos corporativos, redução do tempo de deteção e, consequentemente do tempo de resposta, gestão de alertas ou aumento de eficiência, são apenas alguns dos benefícios da IA em questões de cibersegurança.

Em suma, através da Analítica conseguimos olhar e encarar o tema da segurança de forma mais objetiva e prática, pois com este tipo de ferramentas percebemos que é possível analisar sistemas, redes e aparelhos de forma a impedir seja fraudes em departamentos financeiros, fugas de informação ou roubos de identidade, apostando em boas práticas e métodos preventivos adequados.

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