Administrações Públicas criam diferentes pontos de entrada de faturas electrónicas

A ideia inicial do Governo era que a Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública, I.P. (eSPap), fosse o primeiro e único portal de entrada, no entanto, tal como aconteceu noutros países europeus, os pontos de entrada das faturas emitidas às Administrações Públicas (APs) multiplicaram-se durante os últimos meses.

Os esforços de Portugal para estabelecer a fatura eletrónica B2B e a entrada em vigor, no próximo dia 18 de abril, do regulamento da União Europeia que obriga as administrações públicas dos países membros a utilizar um formato comum de fatura eletrónica em todas as contratações públicas, impulsionaram a criação de diferentes pontos de entrada de faturas eletrónicas em diferentes administrações, entidades e Autoridades Públicas Portuguesas.

A ideia inicial do Governo era que a Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública, I. P. (eSPap), fosse o primeiro e único portal de entrada de faturas eletrónicas. No entanto, tal como aconteceu noutros países europeus, estes pontos de entrada de faturas emitidas às Administrações Públicas (APS) multiplicaram-se. Assim, várias APs já têm ou estão a desenvolver os seus próprios pontos de entrada de faturas eletrónicas, como acontece com a Associação de Informática da Região Centro (Airc), a Infraestruturas de Portugal, a Adp – Águas de Portugal ou a Caixa Geral de Depósitos.

Formato comum

Apesar do grande problema de conectividade que constitui para as empresas o aparecimento de vários pontos de entrada em Portugal, felizmente, esta multiplicação de pontos de entrada de faturas eletrónicas partilha o mesmo formato, o CIUS-PT, baseado no modelo UBL 2.1., que foi definido pela legislação portuguesa para funcionar eletronicamente com a administração pública, independentemente do ponto de entrada da fatura. Deste modo, os novos pontos respeitam os modelos estabelecidos pelo regulamento do país com o objetivo de facilitar as transações eletrónicas, simplificando a emissão de faturas por parte dos operadores.

A situação”, explica Sergio Ruiz, diretor da Unidade de Negócios da Iberia da SERES, “é semelhante àquela que ocorreu em Espanha”. Inicialmente, foi estabelecido um portal único de entrada denominado FACe, ao qual aos poucos foram sendo adicionados outros pontos de entrada provenientes de organismos autónomos e regionais, além das próprias instituições públicas.

Perante esta situação, diferentes APs e empresas espanholas selecionaram a SERES para a conexão com estes pontos de receção de faturas para assegurar a compatibilidade entre sistemas. “Hoje, a SERES conecta em Espanha, além do FACe, 32.264 pontos de entrada. O nosso trabalho contínuo é assegurar a compatibilidade entre pontos de entrada para que todos os nossos clientes possam trabalhar diretamente com os diferentes pontos de entrada sem problemas”, salienta Sergio Ruiz.

 

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