O IoT pelos olhos da Ericsson

A Ericsson apresentou ao mercado a sua visão a cerca dos próximos passos para o IoT. Com o MWC 2019 a porta, a histórica empresa sueca, quer marcar o seu espaço nos próximos anos de investimento das empresas de telecomunicações.

A Ericsson descreve a evolução dos dispositivos móveis IoT em quatro segmentos de mercado: Massive IoT; Broadband IoT; Critical IoT e Industrial Automation IoT. Dois destes segmentos são novos – banda larga IoT e IoT de automação industrial. A banda larga IoT adota recursos de banda larga móvel para IoT e suporta taxas de dados elevadas e latências mais baixas do que a Massive IoT. Automação Industrial IoT permitirá aplicações avançadas de automação industrial com requisitos de conectividade extremamente exigentes.

Em linha com a sua visão de dispositivos móveis IoT, a Ericsson lança funcionalidades otimizadas para o Massive IoT  e novas soluções para banda larga IoT. Um exemplo da otimização do Massive IoT é o alcance de célula estendida NB-IoT de 100 km, que estende o limite baseado em padrões de cerca de 40 km a 100 km através de atualizações de software sem alterações nos dispositivos NB-IoT existentes. Esta possibilidade permite gerar oportunidades na conectividade de IoT em áreas rurais e remotas, particularmente para monitorização de logística, agricultura e meio ambiente. A Ericsson implementou ligações de dados NB-IoT de até 100 km com a Telstra e a DISH. 

Evolução dos dispositivos móveis IoT

O conceito de evolução da Ericsson pretende descrever de que forma os dispositivos móveis IoT  podem ser transferidos dos casos de utilização mais básicos do Massive IoT, como rastreamento de ativos e medição inteligente, para casos de uso cada vez mais sofisticados habilitados pela Banda Larga IoT (por exemplo: infotainment em carros, AR / VR, drones e wearables avançados) e, em seguida, por Critical IoT (por exemplo, veículos autónomos) e Automação Industrial IoT (por exemplo, robótica colaborativa em produção).

Esta abordagem gradual para a Ericsson vai facilitar os fornecedores de serviço na combinação das capacidades dos dispositivos móveis IoT com casos de uso atuais e futuros, continuando a otimizar as redes LTE enquanto se prepara para 5G. Com o uso de técnicas como a divisão de rede, os fornecedores de serviços podem oferecer suporte a todos os quatro segmentos numa única rede, permitindo que otimizem os seus ativos e aproveitem as oportunidades de receita nos diferentes setores. De acordo com o Ericsson Mobility Report, o número de conecções celular IoT  deve atingir os 4,1 mil milhões em 2024 – aumentando gradualmente com uma taxa de crescimento anual de 27%.

 

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