Fatura Electrónica: Uma Inevitabilidade desejada

Quando, por altura do Natal, estava a preparar este artigo, era tido como certo que, a 1 de janeiro de 2019, a faturação eletrónica nas relações contratuais com a Administração Pública seria uma realidade. Ou, mais concretamente ainda: uma obrigação legal para muitas empresas que, nessa altura, não teriam ainda solução implementada para faturar.

Por Fernando Amaral | Sendys Group

Escusado estou de vos dizer que o artigo foi reescrito, quando, a 28 de dezembro, é publicado o decreto-lei que veio adiar a obrigatoriedade da implementação da faturação eletrónica nos contratos públicos e definir o modelo para a sua implementação na administração pública e sector privado, o que estende o prazo até ao último dia de 2020, no caso das micro e PMEs.

Mas, deixemos o decreto-lei, publicado um dia útil antes da sua (suposta) implementação, e passemos ao que realmente interessa: as vantagens que a faturação eletrónica traz às organizações.

Antes ainda, convém esclarecer que, ao contrário do que muitos ainda pensam, não se trata de emitir faturas em PDF e, depois, enviar por e-mail. É, antes, a desmaterialização da fatura, enviada automaticamente, por via eletrónica, e certificada com uma assinatura digital no documento, tornando os dados transmissíveis e descodificáveis por parte dos recetores, com a menor intervenção humana possível.

Simplificando a linguagem, basta faturar, que o cliente recebe a fatura de forma segura, ficando com o documento disponível pelo tempo legalmente obrigatório – desde que o sistema esteja em conformidade, como o ERP Alidata.

Trata-se de uma evolução tecnológica, mas, sobretudo, de economia de recursos e segurança suplementar num processo de digitalização inevitável na nossa economia, onde qualquer organização, independentemente da sua dimensão, tem tudo a ganhar em estar na linha da frente.

Mais do que investimento em tecnologia, que assegura o cumprimento dos requisitos legais, a faturação eletrónica é uma oportunidade única para as organizações transformarem processos obsoletos em vantagens competitivas, melhorarem a gestão, simplificarem processos e aumentarem os níveis de poupança.

Poderíamos ainda elencar outros ganhos óbvios, como a poupança de papel, de impressão, de mão-de-obra, de emissão –por correio ou e-mail– , de tempo de entrega ao destinatário, entre muitos outros.

A fatura eletrónica é assim uma inevitabilidade de baixo investimento que simplifica e beneficia todas as entidades envolvidas no processo, resultando, no essencial, em poupança de tempo, aumento de produtividade e melhoria da comunicação entre fornecedor e cliente.

Independentemente das novas datas fixadas pelo decreto-lei de 28 de dezembro, para a implementação da fatura eletrónica, garanta qua a sua organização está na linha da frente e a ganhar com a solução.

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