Estudo mostra que é cedo para a IA

Novo estudo da Association of International Certified Professional Accountants e da Oracle revela que cerca de 90% das equipas de profissionais da área financeira não possuem recursos para suportar a transformação digital.

As equipas da área financeira ainda não possuem o leque de competências e recursos necessário para adotarem as tecnologias emergentes da Inteligência Artificial (IA), o que leva a colocar projetos de IA fora das prioridades das empresas e organizações. Na opinião dos fabricantes o atraso na adoção de sistemas IA está a ter um impacto negativo no crescimento das receitas das empresas.  Um estudo, da Association of International Certified Professional Accountants (AICPA) e da Oracle, que inquiriu mais de 700 diretores financeiros em todo o mundo, revela que não obstante a existência de uma relação direta comprovada entre as implementações de IA e o crescimento das receitas, 89% das empresas ainda não introduziu estas novas tecnologias nos seus departamentos financeiros e que apenas 10% das equipas financeiras considera estar preparada com os recursos necessários para poder suportar os objetivos de transformação digital das suas empresas.

Numa analisa feita pela CIO as empresas tem neste momento outras preoucupações, e embora consideram os sistemas de IA importantes, não os colocam neste momento como prioridade. A atualização tardia de softwares, equipamentos, e a adoção a novas plataformas, tendo em conta a crise 2008, levou ao consumo de recursos que se tornam prioritários  na maioria das organizações que querem recuperar o tempo perdido de forma sustentável. Por esta razão não iniciaram a preparação devida para a adoção de novos projetos com novas tecnologias.

O estudo, intituladoAgile Finance Unleashed: The Key Traits of Digital Finance Leaders, revela ainda que 46% dos diretores financeiros com conhecimentos tecnológicos avançados reportam níveis de crescimento significativos nas receitas das suas empresas, contra apenas 29% dos diretores financeiros que não possuem estas competências. Além disso, é mais provável que as empresas que registam estes crescimentos tenham implementado tecnologias de inteligência artificial, do que aquelas cujos volume de negócios de negócio estão estagnados ou em queda. Não obstante, apenas 11% dos diretores financeiros inquiridos revelaram ter implementado tecnologias de IA nos seus sistemas financeiros e 90% afirmou mesmo que as suas equipas não possuem competências para suportar a transformação digital das suas empresas.

Principais características das áreas financeiras com competências digitais: o estudo identifica 3 caraterísticas comuns aos diretores financeiros que detém conhecimentos tecnológicos especializados:

Processos de negócio modernos: de acordo com o estudo, os diretores financeiros que detém conhecimentos tecnológicos especializados utilizam tecnologias avançadas e promovem a excelência operacional nas suas empresas. Por exemplo, 86% dos diretores financeiros com competências tecnológicas têm uma abordagem digital-first e cloud-first, o que lhes dá um maior acesso aos processos inteligentes à inteligência artificial e ao blockchain, normalmente disponibilizadas através da cloud. 73% destes responsáveis centraliza a sua experiência na área financeira num Centro de Excelência global.

Informação sobre os dados: as equipas financeiras líderes conseguem relacionar dados que anteriormente se encontravam espalhados em várias aplicações e desta forma descobrem novas ideias. Confiam cada vez mais na IA para revelar padrões ocultos, fazer recomendações e aprender continuamente com o fluxo permanente dos dados de negócio. O estudo revela também que há uma maior probabilidade das empresas que registaram um crescimento mais significativo nas suas receitas estarem a fazer implementações de IA do que aquelas onde o volume de negócios está estagnado ou em declínio.

Influenciar o rumo da empresa: os diretores financeiros líderes podem ir muito mais além da simples execução de relatórios, e estão a utilizar esta informação, baseada em dados, para influenciar o rumo das suas empresas. Dedicando agora muito menos tempo a preparar relatórios, que antes eram manualmente elaborados, e munidos de dados rigorosos e oportunos, os diretores financeiros líderes têm condições para assumir o papel de um verdadeiro parceiro de negócio, recomendando novas ações e influenciando a estratégia das suas empresas.

Artigos relacionados

O seu comentário...

*

Top