Escândalos cibernéticos colocam empresas em alerta

Crescentes ameaças cibernéticas de nações e de grupos de hackers afiliados aumenta probabilidade de litígio após violações de dados.

Com base nos últimos episódios de violação de dados e escândalos de privacidade, grandes interrupções de TI e a introdução de regras de proteção de dados mais rígidas na União Europeia e noutros países, o risco cibernético é atualmente uma preocupação central para as empresas.

O Barómetro de Risco Allianz 2019, indica que incidentes cibernéticos (37% das respostas) são equiparáveis à interrupção de negócios (37% das respostas), como os principais riscos de negócio a nível global. As alterações climáticas (8.º lugar com 13% das respostas) e a falta de mão-de-obra qualificada (10.º lugar com 9% das respostas) estão entre os fatores que mais progrediram a nível mundial. Ao mesmo tempo, as empresas estão mais preocupadas, de ano para ano, com as alterações na legislação e regulamentação (4.º lugar com 27% das respostas), o que resulta em impactos como Brexit, conflitos comerciais e taxas. Este estudo anual sobre riscos globais de negócios da Allianz inclui as opiniões de 2.415 especialistas de 86 países, incluindo CEOs, gestores de risco, corretores e especialistas em seguros.

O crime cibernético custa atualmente cerca de 600 mil milhões de dólares por ano – aumentou de 445 mil milhões em 2014. Este valor pode ser comparado a uma perda económica média de 10 anos causada por catástrofes naturais de 208 mil milhões, cerca de três vezes mais. Embora os criminosos usem métodos mais inovadores para furtar dados, cometer fraudes ou extorquir dinheiro, há também uma crescente ameaça cibernética de estados-nações e grupos de hackers afiliados que se dirigem a fornecedores de infraestrutura crítica ou roubam dados valiosos ou informações comerciais confidenciais de empresas. Os incidentes cibernéticos são cada vez mais propensos a desencadear litígios, incluindo títulos e ações de classe de consumo. As violações de dados ou interrupções de TI podem gerar grandes responsabilidades de terceiros, já que os clientes afetados ou os acionistas procuram recuperar as perdas das empresas.

Riscos crescentes e decrescentes

As catástrofes naturais (28% das respostas) ficaram novamente em terceiro lugar no ranking dos 10 maiores riscos globais deste ano, sendo 2018 uma versão mais positiva das maiores perdas em catástrofes de 2017, embora as perdas económicas totalizem cerca de 150 mil milhões de dólares. A incerteza em curso sobre o Brexit, os conflitos comerciais globais e as tarifas estimulam as preocupações corporativas sobre as alterações na legislação e regulamentação (4.º lugar com 27% das respostas).

As alterações climáticas (8.º lugar com 13% das respostas) e a falta de mão-de-obra qualificada (10.º lugar com 9% das respostas) são os riscos que mais progrediram a nível mundial no estudo deste ano. As alterações climáticas representam não só um prenúncio das crescentes perdas e interrupções causadas por eventos climáticos extremos e catástrofes naturais, como também pode ter grandes implicações na regulamentação e responsabilidade, considerando as metas rígidas de emissões e novos requisitos de divulgação em muitos setores.

falta de mão-de-obra qualificada aparece pela primeira vez entre os 10 maiores riscos empresariais a nível mundial, bem como para muitos países da Europa Central e Oriental, do Reino Unido, dos EUA, do Canadá e da Austrália. É impulsionada por fatores como a mudança demográfica, a incerteza do Brexit e a falta de talentos na economia digital.

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