À descoberta da Robotic Process Automation (RPA)

Quem nunca sonhou com a possibilidade de ser substituído nas tarefas entediantes e repetitivas que tão frequentemente temos de executar na nossa vida profissional e pessoal?

Por: Franck Lopez | UiPath

Quem é que, no local de trabalho, nunca se queixou das tarefas de baixo valor acrescentado que nos ocupam durante horas, deixando-nos pouco tempo para nos dedicarmos a outras mais importantes como criar, pensar, planear e tomar decisões?

No fundo, todos desejamos coisas semelhantes e é por isso que o desenvolvimento de novas tecnologias responde, geralmente, à vontade da humanidade de encontrar soluções capazes de dar vida aos seus desejos e esperanças.

Cada avanço tecnológico é normalmente impulsionado por estes motivos, sendo este especialmente o caso da Inteligência Artificial (IA) que, simplificando, não é mais do que uma máquina que emula funções “cognitivas” que associamos à mente humana, como: “aprender” e “resolver problemas”.

Essas inovações estão a começar a chegar tanto à nossa vida pessoal, onde encontramos inúmeros exemplos, como sistemas de condução autónoma ou capazes de jogar xadrez, como à nossa vida profissional, onde será cada vez mais comum os humanos contarem com a ajuda da inteligência artificial nas suas diferentes versões. Desde os braços robóticos colaborativos que operam com sistemas de visão artificial ou os sensores táteis para automatização de processos industriais, até à tecnologia Robotic Process Automotion (RPA) que se tornou uma das mais recentes tendências na automatização de processos, ao permitir a qualquer pessoa configurar um software ou “robot” para emular as ações de um ser humano que interage com múltiplos aplicativos digitais para executar um processo de negócio.

Os robots de software podem desempenhar tarefas repetitivas e baseadas em regras até aqui executadas por recursos humanos libertando-os para tarefas de alto valor agregado. Os robots (bots) capturam dados e gerem aplicações tal como os humanos. São capazes de interpretar, gerar respostas e comunicar com outros sistemas de modo a executar uma variedade de tarefas rotineiras, tais como: inserir pedidos, gerir faturas ou ler e processar dados estruturados e não estruturados.

Estes “colaboradores” podem trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana, poupando tempo e dinheiro às empresas. Não só o volume de trabalho é três a cinco vezes superior, como é executado sem erros, o que permite melhorar a eficiência e a satisfação de empregados e clientes.

O potencial desta tecnologia é tal que o que começou no setor puramente financeiro está a consolidar-se como um grande aliado nos mais diversos setores – Público, Telecomunicações, Automóvel, Banca, Saúde, etc.

Embora no seu início, estes avanços levantem sempre algumas questões sobre o modo como a tecnologia poderá afetar a força de trabalho, de acordo com o relatório CEO Outlook 2018 produzido pela KPMG, 62% dos CEOs espera que, nos próximos três anos, a robotização e a inteligência artificial crie mais empregos em vez de desemprego e 95% está otimista quanto à transformação digital e vê a disrupção tecnológica como “uma oportunidade” em vez de uma ameaça.

A chegada de cada nova tecnologia abre um novo mundo apaixonante que revela à sociedade caminhos até aí desconhecidos. As primeiras empresas a adotar tecnologias como a RPA posicionam-se, sem dúvida, na vanguarda dos seus setores, tal como aconteceu desde o início do século com o Big Data e a Cloud.

Tudo aponta para que à medida que o século XXI progrida venhamos a descobrir que a RPA está destinada a ser uma grande aliada das empresas.  

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