Entrevista da Semana: “Hoje o empresário que procura PHC está informado e tem uma noção clara do que pretende para a gestão da sua empresa”

A PHC Software faz 30 anos. Fundada por três amigos chegou ao mercado em 1989. Ricardo Parreira é um dos fundadores e seu CEO, licenciado em Administração e Gestão de Empresas, pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa em 1990, volta seis anos mais tarde à sua Universidade para fazer um MBA em Marketing. Para descomprimir e reestabelecer energias Ricado Parreira gosta de jogar golfe, caminhar, programar e ler.

A PHC entra em 2019 no seu 30º ano. Quer fazer-nos um balanço?

Tem sido um percurso incrível, cheio de vitórias e desafios superados. Quando começámos, ainda na faculdade, estávamos longe de imaginar que nos tornaríamos numa multinacional com 31 mil clientes em mais de 25 países. Hoje, temos um grande orgulho no nosso percurso, especialmente por estarmos a ser reconhecidos como um exemplo de gestão, sendo a prova disso, o facto de estarmos no top 10 de quatro competições de áreas relacionadas com a gestão. Mas, acima de tudo, estamos focados no futuro. Queremos que as soluções PHC continuem a ser cada vez melhores e inovadoras e este ano iremos mostrar isso mesmo. 2019 será um ano memorável. 

Big Data, Analytics e Inteligência Artificial: este é o caminho para onde todos os fabricantes de Software se dirigiram. Acredito que a PHC não fez um caminho diferente, mas como está a fazê-lo?

A incorporação de big data e analytics no nosso software é um caminho que temos feito há algum tempo. Não só com leitura e organização da informação, mas também na incorporação de dashboards que permitem ler essa informação de forma simples e intuitiva. Com o nosso software, um gestor tem ferramentas que lhe permitem visualizar de forma intuitiva os seus analytics e isto é tão verdade no negócio como em áreas vitais como a liderança de equipas ou a gestão de recursos humanos. No que respeita à Inteligência Artificial, encontra-se entre as inovações tecnológicas que estamos continuamente a estudar e a testar, mas o seu caminho será sempre como uma extensão da capacidade dos humanos. Acreditamos que a transformação digital é uma mudança das pessoas através da ampliação do seu potencial.

Com a transformação digital em curso e as possibilidades que as novas linguagens, como a Inteligência Artificial por exemplo, permitem às empresas lidar com os seus serviços a clientes, o fator preço ainda é um problema no desenvolvimento tecnológico das empresas?

O preço é sempre uma perceção de valor e só será um problema se não soubermos explicar o propósito da aplicação da tecnologia. De facto, a tecnologia por si serve para muito pouco, mas quando a pensamos e colocamos ao serviço de alguma coisa, permite-nos fazer coisas incríveis. Na PHC pensamos a tecnologia como um potencializador da gestão. Ou seja, colocamos os desafios e as tendências de gestão no desenvolvimento do produto e criamos soluções que vão desenvolver a empresa a dar perspetiva ao gestor. Esta é uma diferença significativa e que os gestores valorizam. Uma outra questão relacionada com a proposta de valor são as soluções cloud, que em termos de preço são muito competitivas, já que evitam o investimento inicial de compra de servidores ou computadores, não necessita de instalação do software e tem uma segurança totalmente controlada. O cliente paga apenas uma subscrição mensal, que é o ideal para muitas empresas que não têm a capacidade de investimento das grandes.

Quando um potencial cliente procura hoje uma solução PHC qual é a maior preocupação deste cliente?

Os clientes querem resolver os seus problemas de gestão, com ferramentas que se adaptem a si e com a segurança de apoio próximo por parte de parceiros especializados. Com isto, pretendem o que qualquer gestor ambiciona, ou seja, processos mais rápidos, melhor informação, equipas mais colaborativas e motivadas, cumprir com as suas obrigações legais e ter uma empresa mais ágil com capacidade de reação. Raramente um cliente pretende um ERP porque quer nova tecnologia para a empresa, mas porque, de uma forma ou de outra, sente a necessidade que a sua empresa esteja melhor preparada do ponto de vista de gestão, com uma solução de software que lhes dê a liberdade para mudarem em função das necessidades e crescimento da empresa.

Os empresários  ainda compram muito sozinhos ou já confiam mais na análise de um CIO?

Hoje o empresário que procura PHC está informado e tem uma noção clara do que pretende para a gestão da sua empresa. Se antes não davam tanta importância e baseavam a sua decisão totalmente nas respostas de CIO, CFO ou até dos contabilistas, o que vemos hoje são empresários que valorizam e perspetivam cada vez mais a opinião dessas pessoas à luz do seu conhecimento prévio sobre as necessidades de gestão da sua empresa.

Acredita que a faturação electrónica é uma boa opção?

A faturação eletrónica é uma boa ideia e um caminho inevitável para que o software trate da rotina e dos processos administrativos, deixando para as pessoas as atividades de valor acrescentado. Mas como em todas as iniciativas, o seu sucesso dependerá muito da sua aplicação. Mas se desmaterializámos o dinheiro, porque não os comprovativos de transação? Faz todo o sentido desde que o interesse do consumidor esteja assegurado. Este é um ponto fundamental da digitalização: a tecnologia não se poderá sobrepor aos princípios éticos de confiança da nossa sociedade.

Em 30 anos de mercado qual foi a fase que lhe deu mais gozo?

Todas as fases têm dado imenso gozo, mas sem dúvida saliento a fase que vivemos hoje e que nos permite espalhar o software português pelo mundo. É exatamente isso que está acontecer agora, com clientes em 25 países e escritório em cinco. Se juntarmos a isto o facto de sermos uma empresa espetacular para trabalhar, que desenvolve um produto que faz a diferença na vida de milhares de empresas e que está focada em continuar a crescer, tenho a plena convicção de que o que estamos a construir é fantástico.

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