A inovação em bancos de dados já acontece na Cloud pública

Fornecedores de Cloud pública estão a criar serviços que capturam mais e mais dados empresarias, potencialmente profetizando décadas de bloqueio corporativo auto-infligido.

Por Matt Asay, InfoWorld/EUA

Cada um dos três grandes fornecedores de Cloud – Amazon, Microsoft e Google – anunciou ganhos recentemente, com a Amazon Web Services (AWS) e a Microsoft Azure a divulgar receitas impressionantes. (O Google tem estado em silêncio em relação aos negócios do Google Cloud Platform). Para a AWS, a receita na Cloud cresceu 46%, movimentando 27 biliões de dólares. O crescimento da Microsoft desacelerou, para 76%, projetando ganhos de US $ 7,7 biliões em 2018, com a história de Cloud híbrida da empresa a dar frutos.

Uma coisa tem contribuído para esses resultados: os bancos de dados.  À medida que mais aplicações migram para a nuvem, também seus dados e, por extensão, os bancos de dados nos quais os dados residem, migram também. Tanto que, de fato, o Gartner projeta que 75% de todos os bancos de dados viverão numa plataforma de Cloud até 2023.

Como apontou o analista da Gartner, Merv Adrian , a mudança para a Cloud não é um jogo de soma zero. A Cloud a crescer: o mercado de banco de dados “cresceu quase 13% de 2016 para 2017, movimentando US$ 38,8 biliões – o primeiro crescimento de dois dígitos, na variação ano a ano, em cinco anos. E a mudança continua.

A transição para a nuvem fica ainda mais atraente, considerando que os antigos hábitos de banco de dados são prejudiciais. “O banco de dados é o software empresarial de maior inércia”, disse Kelly Stirman, diretora executiva da Dremio (e ex-executiva do MongoDB). “É a coisa mais difícil de mover. E tem o ativo mais valioso: os dados. ”A maior força no DBMS herdado é a inércia”, diz a executiva.

Como destaca a Bloomberg, quatro dos maiores consumidores de P&D do mundo são empresas de Coud Pública: AWS, Microsoft, Google e Apple. Embora nem todos os gastos dessas empresas com P&D estejam relacionados à Cloud, muitos deles o são, como diz o analista da Deloitte e colunista da InfoWorld, David Linthicum, levando a uma “marcha forçada” da indústria para a Cloud pública. Porquê? Porque “a maioria das empresas mudará para a tecnologia onde a inovação real ou percebida ocorre”.

Hoje, o lugar para estar é Cloud pública e, por extensão, os bancos de dados que os fornecedores de Cloud pública continuam introduzindo ou aperfeiçoando.

De acordo com o ranking de popularidade de banco de dados da DB-Engines, os bancos de dados em Cloud continuam em ascensão. E embora nenhum deles já chegue a ameaçar o reinado dos bancos de dados Oracle ou o Microsoft SQL Server em termos de adoção corporativa geral, novas e inovadoras cargas de trabalho que diferenciarão cada vez mais as empresas estão a aparecer cada vez mais nativas na Cloud.

Claro, pode haver um lado negativo nesse movimento. Assim como a Oracle construiu uma fortaleza aparentemente inexpugnável no mercado de dados, os fornecedores de Cloud pública também estão construindo serviços que capturam mais e mais dados empresarias, potencialmente profetizando décadas de bloqueio empresarial auto-infligido. Quanto mais empresas optarem por adotar esses serviços e bancos de dados associados, mais os dados viverão nos seus sistemas de Cloud, e mais difícil será deixá-los. Por enquanto, porém, as empresas parecem determinadas em adotar a inovação acelerada do serviços de Cloud para considerar a saída lenta que mais tarde poderão ter.

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