Digitalização muda papel do CIO

Cerca de 95% de responsáveis questionados pela Gartner prevêem alterações ou “remisturas” no leque de funções que têm de desempenhar.

Embora a gestão sobre a entrega de serviços de TI permaneça como responsabilidade do CIO, em breve ocupar-lhe-á menos e menos tempo do CIO, prevê a Gartner. Quase todos (95%) os 3160 responsáveis entrevistados pela consultora, no mundo, esperam que as suas funções mudem ou sejam “remisturadas” como resultado da digitalização do negócio das organizações.

Os inquiridos acreditam que as duas maiores alterações serão a sua transformação em líderes de mudança, além da acumulação de maiores e mais amplas responsabilidades e capacidades. Inevitavelmente, o trabalho do CIO deverá alargar-se além das funções de entrega tradicionais para outras áreas do negócio, como a gestão da inovação e o desenvolvimento de talento profissional, revela a Gartner.

“O papel do CIO deve crescer e se desenvolver-se à medida que os negócios digitais se disseminam e as tecnologias disruptivas, incluindo máquinas inteligentes e analítica avançada, sejam massificadas”, diz Andy Rowsell-Jones, vice-presidente e analista destacado da consultora. “Embora a entrega ainda faça parte do trabalho [de gestão], haverá maior ênfase no esforço de alcançar um conjunto muito mais amplo de objectivos de negócio”, acrescentou.

Pelo menos 84% ​​dos CIO inquiridos ​são responsáveis ​​por áreas do negócio fora da TI tradicional, sendo a mais comum as de inovação e transformação das organizações. A pesquisa também descobriu que os CIO estão a gastando mais tempo nas tarefas mais executivas de negócio, comparativamente com a situação de há três anos.

Aqueles que trabalham em organizações de alto desempenho estão a gastar até mais quatro dias por mês em assuntos de liderança executiva. Quanto mais maduro é o negócio digital de uma empresa, mais provável é que o CIO reporte ao CEO.

“Os efeitos da digitalização são profundos. O impacto no trabalho do CIO e na organização de TI em si não deve ser subestimado”, avisa Rowsell-Jones.

Quando questionados sobre os seus critérios de sucesso, os CIO das organizações de melhor desempenho informaram que já estão perto da sua média ideal de desempenho considerando certos indicadores: 56% relacionados com resultados de negócio, contra 44% relacionados com a entrega de TI.

“Os efeitos da digitalização são profundos. O impacto no trabalho do CIO e na organização de TI em si não deve ser subestimado”, avisa Rowsell-Jones. “Neste novo mundo, o sucesso dos CIO não se baseia no que criam, mas nos serviços que conseguem integrar. O responsável deverá tornar-se um maestro experiente de serviços. Isso está acontecendo já hoje.

IoT de inteligência artificial são “problemáticas”

A inteligência artificial, a segurança digital e a IoT são consideradas as tecnologias “mais problemáticas”, com que os CIO têm de lidar. Os entrevistados concordaram que o factor mais problemático comum ao disponibilizar as tecnologias é a procura de novas competências, nem sempre prontamente disponíveis.

Convidados a nomear as principais tecnologias de diferenciação, assinalam as de BI e analítica em primeiro lugar na lista, com os melhores considerem-nas estratégicas. “Este novo foco representa uma oportunidade para o CIO se envolver mais profundamente nas tecnologias diferenciadoras”, disse Rowsell-Jones.

“Os dados e a percepção impulsionam a criação, entrega e ciclo de vida de produtos e serviços digitais. O fluxo de informações no contexto das interacções do utilizador leva a um melhor envolvimento e criação de valor para todas as partes. As tecnologias de analítica conectam o CIO e a organização de TI a extremos da organização em que podem cultivar novos relacionamentos”.

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