Como o iPhone X vai mudar a forma de usar o iOS

As mudanças podem implicar alterações nas aplicações móveis ou sites para dispositivos de mobilidade.

O iPhone X representa “o futuro do smartphone”, de acordo com Tim Cook, CEO da Apple e o qual espera estabelecer com o dispositivo  o caminho para a evolução da tecnologia naquela categoria de equipamento, durante a próxima década.

Como tal, o dispositivo também influenciará a forma como usamos smartphones ‒ ou pelo menos aqueles da Apple. E isso vai significar um novo conjunto de gestos de interacção com os equipamentos, para aprender, incluir em materiais de formação e suportar no desenho de aplicações e procedimentos nos sites.

Se uma empresa planeia equipar trabalhadores com um iPhone X ‒ ou pretende suportar uma equipa que utiliza os seu próprio iPhone X para no trabalho ‒ então eis o que precisa de saber sobre os novos gestos suportados.

Botão principal “desaparece” para haver mais ecrã

Um dos elementos mais impressionantes do iPhone X é o enorme ecrã . Com 5,8 polegadas, é maior do que os do iPhone 7 Plus ou 8 Plus, mas o X, no todo, é mais pequeno. A Apple não alterou as leis da física para conseguir isso. Simplesmente acabou com o botão principal, no novo smartphone.

No lançamento do primeiro iPhone em 2007, o botão inicial servia para “despertar” o telefone ou regressar ao ecrã inicial. Agora uma barra digital serve para gerir os processos de multi-tarefa, lança o assistente virtual Siri e desbloqueia o telefone.

Vários dos novos gestos, então, são para compensar esse botão faltando.

Como “despertar” um iPhone X

Antes de se poder fazer qualquer coisa com uma iPhone X, é preciso acordá-lo. Anteriormente, isso teria sido feito carregando no botão principal ou levantando o telefone.

O gesto de elevação até a vigília ainda funciona, mas se não se quiser levantar o smartphone, pode-se activá-lo tocando em qualquer lugar do ecrã.

Acção de desbloqueio

Não havendo botão principal, não há também qualquer sensor de impressão digital e autenticação. Se o iPhone X estiver bloqueado, um utilizador deve … ficar a olhar para ele. E confiar que o sistema de reconhecimento facial o identifique.

Um conjunto de luzes LED e sensores na parte superior do ecrã tela projecta um padrão invisível de pontos infra-vermelhos e regista a posição dos reflexos. Isso permite-lhe criar um modelo em três dimensões, do rosto. E desbloquear o sistema de segurança quando ele detecta a cara certa à sua frente.

A Apple diz que há uma hipótese em 50 mil de que outra pessoa consiga desbloquear um iPhone com a impressão digital. Com o Face ID, diz, o risco é de um para um milhão.

Regresso ao ecrã inicial

Para regressar à tela inicial num iPhone X, toca-se no extremo inferior do ecrã e desliza-se o dedo para cima. A aplicação aberta desaparece para revelar o ecrã inicial.

Como gerir o modo multi-tarefa no iPhone X

Usar o sistema de multi-tarefa costumava exigir dois toques no botão principal. No X será preciso deslizar o dedo para cima, desde a parte inferior do ecrã e depois pausar por um momento antes de deixar de tocar no smartphone. A aplicação activa encolhe, em vez de desaparecer, sendo acompanhada por outras que estão abertas, à esquerda do ecrã para formar uma disposição de “ícones”.

Convocar a Siri

Para convocar a Siri num iPhone X, será preciso pressionar longamente o botão de bloqueio no lado direito do telefone. Ou, claro, pode-se simplesmente dizer “Hey Siri”.

Nos telefones mais antigos, até o iPhone 5S e no iPhone SE mais novo, o botão de bloqueio estava no topo. Mas torna-se difícil chegar só com uma mão nos telefones maiores que a Apple passou a apresentar com o iPhone 6. Por isso vai manter-se na lateral, mas maior.

Como abrir o ApplePay num iPhone X

Abrir o Apple Pay exigirá pressionar duas vezes o botão de bloqueio na lateral do dispositivo. Para autorizar o pagamento basta…olhar para o ecrã enquanto o Face ID identifica o utilizador.

Depois de saber isto, importa analisar as aplicações e os sites para mobilidade procurando garantir que os gestos não se entrem em conflito com funções já existentes. Nenhum cliente vai gostar de perder um formulário, laboriosamente preenchido com dados, como resultado de um gesto “mal” interpretado.

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