46% de CIO portugueses estão a investir em automação

A percentagem, que inclui investimento em robótica, ficou bem acima da média mundial, 34%, apurada no estudo Harvey Nash/KPMG CIO Survey 2017.

Cerca de 39% dos CIO portugueses, questionados para o estudo Harvey Nash/KPMG CIO Survey 2017, dizem estar a gerir um orçamento maior do que no ano passado, para as TI. A percentagem está abaixo da média verificada entre os 4500 responsáveis de 86 países, mas no geral os orçamentos têm a tendência para crescer.

O número de gestores nacionais inquiridos não foi revelado, mas a percentagem daqueles que estão a investir em tecnologias de automação e robótica, 46%, ficou bem acima da média mundial, 34%. De acordo com dados do estudo 34% das empresas médias e grandes abrangidas (em termo globais) já estão a investir em forças de trabalho digitais.

São sobretudo aquelas da industria fabril, das utilities transportes, serviços financeiros e telecomunicações. Os líderes de TI acreditam que o trabalho digital é mais eficaz para melhorar a qualidade, diz o trabalho. Mais de um em cada quatro entrevistados notou resultados ‘muito eficazes’ naquela área, além e maiores facilidades no aumento de escala e a redução de custos.

“Para uma tecnologia tão incipiente, essas taxas de sucesso parecem altas e são realmente semelhantes às taxas tradicionais de sucesso do projecto de TI”, comentam as consultoras.  Contudo, assinalam, taxas revelam um sucesso menor quanto ao efeito da eliminação de tarefas mundanas no moral dos trabalhadores.

Entres os CIO portugueses, 60% tencionam aumentar o investimento em soluções de outsourcing, percentagem 12 pontos acima da média (48%).

Nos projectos em que a automação pode ser tanto um benefício como uma ameaça para os funcionários, é preciso fazer muito mais para posicionar melhor e desenvolver as tecnologias, revela.

Noutra área, entre os CIO portugueses, 60% tencionam aumentar o investimento em soluções de outsourcing, percentagem 12 pontos acima da média (48%). Num plano igual face aos restantes 32% dos responsáveis portugueses dizem ter enfrentado um ciber-ataque relevante nos últimos dois anos.

Outros dados do estudo revelam que 14% dos CIO mudaram de emprego no último ano, 36% dizem estar a beneficiar de um aumento de salário.

Atenção sobre a cibersegurança atingiu um máximo histórico

‒ dois terços das organizações (64%) estão a adaptar a sua estratégia tecnológica devido a uma conjuntura político-económica global cada vez mais imprevisível;
‒ 89% estão a manter ou reforçar o investimento em inovação e
mais de metade (52%) estão a investir em plataformas mais ágeis.
‒ o número de organizações com estratégias digitais aumentou 52% em dois anos e aquele com Chief Digital Officer triplicou em três anos (25%);
‒ os CIO das organizações líderes digitais têm o dobro da probabilidade de liderar a inovação transversal do negócio (41% face a 21%) e estão a investir a um ritmo quatro vezes mais acelerado em automação “cognitiva” (25% face a 7%);
‒ A atenção à cibersegurança atingiu um máximo histórico: um terço dos líderes de TI afirma que a sua organização sofreu um ciberataque de grande dimensão nos últimos 24 meses;
‒ A probabilidade das mulheres CIO terem sido aumentadas no último ano foi maior do que os homens (42% e 32%) mas o número de mulheres na liderança em TI continua muito baixo, 9%.
‒ A competência tecnológica cuja procura mais cresceu (26%) refere-se à arquitectura empresarial, mas aquela com maior procura (42%) continua a ser de analítica e Big Data.
‒ Dois terços dos CIOs dizem que os projectos de TI são mais complexos e falham por haver fraco compromisso (46%), uma abordagem demasiado optimista (40%) ou objectivos pouco claros (40%).

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