Questões de latência são 40% dos problemas em centros de dados

Questões de latência, falhas nos sistemas, largura de banda insuficiente e erro humano são os principais problemas enfrentados pelos centros de dados em Portugal.

Cerca de 40% dos problemas nos centros de dados nacionais estão relacionados com questões de latência e 47% com inactividade de falha nos sistemas, dizem os resultados de um inquérito a mais de 100 empresas, sobre os desafios da transformação digital e as principais tendências de evolução dos centros de dados em Portugal, realizado pela IDC.

O trabalho patrocinado pela Schneider Electric refere que o tempo médio de de resposta a incidentes varia entre 15 minutos a 6 horas. Outros factores de ruptura de serviço são a largura de banda insuficiente, referida por 36% dos inquiridos, e o erro humano, apontado por 28%.

Neste contexto, mais de 60% das empresas nacionais antevêem que a procura de centro de dados vá aumentar nos próximos meses, sendo que, desse valor, cerca de 28% prevê um incremento significativo. Assim, perto de 57% das organizações empresariais portuguesas afirmam que as suas despesas com centros de Dados vai aumentar nos próximos cinco anos.

João Rodrigues, director-geral da Schneider Electric, considera que “a IoT e a transformação digital estão a colocar uma enorme pressão nas infraestruturas dos centros de dados”, a precisarem de adaptação rápida às necessidades de computação. O responsável destaca a latência e a segurança dos dados como pontos-chave na competitividade, face à evolução do mercado global.

E nessa linha, seguindo a lógica do fabricante, propõe a adopção de micro-centros de dado como alternativa ou complemento, a modelos como os de serviços cloud computing. Com a rápida difusão da Internet, muitos fornecedores de serviços e muitas startups construíram grandes centros de Dados que hoje representam mais de 30% das suas instalações.

Em 2018, 40% das organizações empresariais vão enfrentar incompatibilidades nas instalações e obsolescência na infra-estrutura.

Em 2010, por exemplo, representavam apenas 10% do total de instalações a nível mundial. A este propósito, a IDC estima que, em 2020, representem mais de 50% do espaço total dessas instalações a nível mundial – um crescimento estimado que ilustra bem a elevada pressão de que os centros de dados serão alvo nos próximos anos.

Gabriel Coimbra, director-geral da IDC Portugal, confirma que os datacenters “estão no meio de uma mudança estrutural significativa, na qual surgem como “a fonte de computação ‘on-demand’, de capacidade de armazenamento e o maior repositório de dados”.

A consultora avança que, por exemplo, em 2018, 40% das organizações vão enfrentar incompatibilidades nas instalações e obsolescência na infra-estrutura. Cerca de 8% dos novos centros de dados vão ser alimentados por energias “verdes”, acrescenta. “Nesse mesmo ano, os fornecedores de serviços de cloud computing, mobilidade e IoT vão ser proprietários ou explorar cerca de 30% dos activos de TI nas localizações periféricas e nos micro-datacenters”, refere um comunicado sober o estudo.

Ainda em 2017, os fornecedores de serviços de infra-estruturas deverá ampliar a computação e armazenamento a instalações regionais para endereçar receios sobre a soberania dos dados, face a uma maior atenção dos clientes sobre a matéria.

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