Portugal recua no índice da economia e sociedade digital

A pontuação portuguesa progrediu em todas as categorias, com excepção da relativa aos serviços digitais, na qual se destaca à escala europeia.

indice-desi_portugal-na-uniao-europeiaPortugal caiu do 14.º lugar para o 15.º na classificação estabelecida pelo Digital Economy and Society Index 2017, o índice de digitalização da economia e sociedade da União Europeia. A nota do país melhorou no entanto de 0,51 para 0,53 pontos.

pontuação portuguesa progrediu em todas as categorias, menos naquela relativa aos serviços digitais, uma em que se destaca à escala europeia. E a evolução da adopção do comércio electrónico também penalizou o país na classificação, apesar das melhorias na utilização de tecnologias digitais por parte das empresas.

Mais uma vez os indicadores de conectividade são elementos favoráveis. “Os maiores progressos registaram-se na adopção da banda larga fixa e móvel”, diz a Comissão Europeia.

Numa conclusão geral,o estudo da comissão considera que os “níveis de competências digitais da população são o maior desafio de Portugal”. O índice é elaborado com base em valores analisados para cinco áreas: conectividade, capital humano, utilização da Internet, integração das tecnologias digitais e serviços públicos digitais.

As principais conclusões para cada uma:

‒ Serviços públicos digitais: apesar de continuar a ser um dos melhores países nesta “disciplina”, o seu ritmo de progresso caiu, em contraste com o da maioria dos Estados, face ao ano anterior. O facto está ligado à fraca prestação nos domínios do preenchimento prévio de formulários online e na utilização de dados abertos. As iniciativas sobre dados abertos em Portugal não parecem ter surgido a tempo e em qualidade para influenciar a nota.
O quadro de retracção tem ainda outra nota negativa: a percentagem de utilizadores de Internet que recorre a serviços de eGovernment estagnou nos 41%.

‒ Integração das tecnologias digitais (nas estruturas das empresas): as organizações empresariais evolucao-do-desi-_portugalportuguesas apresentam “elevadas taxas de utilização de tecnologia RFID e de partilha de informações”, considera a comissão europeia. Portugal tem o segundo lugar nesta matéria.

Também na penetração das facturas electrónicas o tecido empresarial português evoluiu, com 19% das organizações a utilizá-las, face a 13% em 2016. A percentagem de empresas utilizadoras de redes sociais cresceu quase na mesma medida, de 12% para 17%.
Apesar disso, o peso das PME com lojas electrónica regrediu um ponto percentual, para 18%. E o volume de negócio nestas operações ainda caiu mais, 1,3%, face a 2015.

‒ Capital humano: o estudo da Comissão Europeia considera que existe margem para aumentar a percentagem de utilizadores de Internet em Portugal, 68% no ano passado. Mas mais preocupante parece ser a estagnação relativa (caiu 0,2%) na percentagem de especialistas em TIC no país.

‒ Utilização da Internet: o estudo revela que houve incremento de utilizadores de video-chamadas sobre IP e de redes sociais, assinala também o elevado grau de relutância dos portugueses em fazer compras online e utilizar serviços bancários através da Internet.

‒ Conectividade: o grau de utilização de serviços de banda larga fixa e móvel aumentou em 2016. Verificaram-se também progressos no que diz respeito ao número de assinaturas de banda larga rápida e à cobertura para acessos de nova geração por banda larga (NGA, sigla em inglês), onde Portugal é um dos líderes europeus.

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