CEO devem focar-se nas pessoas e incentivar o aumento de competências

Os CEO devem incentivar o desenvolvimento das competências nas suas equipas para tirar partido do potencial da Era digital, sem que a Inteligência Artificial contribua para a eliminação de postos de trabalho.

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As pessoas devem estar em primeiro lugar na lista de preocupações dos executivos e no centro do processo de mudança das empresas, em particular no actual ambiente digital de rápida mudança. Esta é uma das principais conclusões de um estudo da Accenture Strategy sobre o desenvolvimento das forças de trabalho do futuro (“Harnessing: Revolution: Creating the Future Workforce”) que salienta que os CEO devem liderar o processo de requalificação dos colaboradores.

O estudo, que resulta de um inquérito realizado junto de mais de dez mil colaboradores em dez países, revela que, se tomadas as medidas adequadas, se forem desenvolvidas competências humanas como a liderança, o pensamento crítico e a criatividade, a par da inteligência emocional, o número e postos de trabalho eliminados por via da automação será reduzida.

Segundo a consultora, para potenciar a força de trabalho do futuro, os colaboradores devem reunir competências específicas, tornando deste modo mas flexíveis e relevantes.

O desenvolvimento de competências humanas, como a liderança, o pensamento crítico e a criatividade, a par da inteligência emocional, poderão reduzir consideravelmente a perda de postos de trabalho devido à automação.

O modelo de análise da Accenture Strategy permite aferir que “se se duplicar o ritmo a que os trabalhadores adquirem competências relevantes, a proporção de empregos em risco decorrentes da automação total seria reduzida de 10% para 4% nos EUA em 2025.

O mesmo ritmo de requalificação aplicado ao Reino Unido e à Alemanha traduzir-se-ia em reduções de 9% para 6% e de 15% para 10%, respectivamente”. Em causa estão competências como a “liderança, o pensamento crítico e a criatividade, a par da inteligência”.

Ellyn Shook, director de liderança e recursos humanos da Accenture, revela que “paradoxalmente, as competências verdadeiramente humanas, da liderança à criatividade, irão continuar a ser altamente relevantes e as organizações mais bem-sucedidas encontrarão o equilíbrio adequado – alavancando o melhor da tecnologia, para desenvolver e não eliminar as suas pessoas”.

O responsável acrescenta que o “digital pode acelerar o processo de aprendizagem, incorporando a formação no trabalho diário e ajudando os colaboradores e as organizações a continuarem relevantes”.

Mais de dois terços dos colaboradores pensam que tecnologias como robôs, analítica e inteligência artificial contribuirão para os tornar mais eficientes, obter novas competências e melhorar a qualidade do seu trabalho, diz a Accenture.

Cerca de 84% dos trabalhadores inquiridos nos dez países envolvidos no estudo estão optimistas face ao impacto que o digital terá no seu trabalho. Mais de dois terços pensam que tecnologias como robôs, analítica e inteligência artificial contribuirão para os tornar mais eficientes (74%), obter novas competências (73%) e melhorar a qualidade do seu trabalho (66%).

A maioria destes colaboradores (87%) esperam que “algumas partes do seu trabalho sejam automatizadas nos próximos cinco anos”. Quatro quintos daqueles que acreditm que a automação chegará nos próximos cinco anos, “antecipam mais oportunidades do que desafios no impacto que a automação terá na sua actividade laboral.

“Criar a força de trabalho do futuro é agora da responsabilidade de cada CEO”, explica Mark Knickrehm, director de grupo da Accenture Strategy. “Os líderes que fazem das suas equipas uma prioridade estratégica para os negócios e compreendem a premência deste desafio, serão os que vão alcançar maiores ganhos em crescimento e inovação”, conclui.

Acelerar a requalificação

Do topo à base, o CEO deve investir em técnicas e competências mais humanas, envolvendo a criatividade e o sentido crítico, beneficiando do facto de 85% dos colaboradores estarem dispostos a investir, nos próximos seis meses, parte do seu tempo livre a adquirir novas competências, recomenda a Accenture Strategy.

Redefinir o trabalho para desbloquear o potencial humano

Criar oportunidades de emprego com maior flexibilidade e variedade de funções para satisfazer as necessidades dos colaboradores é outra das recomendações da consultora. Desenvolver plataformas para criar uma comunidade de interesses que mantenha leais os melhores talentos.

Reforçar o talento desde a sua origem

O CEO deve ainda abordar a escassez de competências existente na indústria apoiando soluções colectivas a longo prazo. Estas incluem parcerias público-privadas destinadas a criar uma ampla gama de acções de formação. Colaborar com o sector da educação para criar novos planos de formação que desenvolvam competências relevantes para os futuros colaboradores.

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