OCDE recomenda mais colaboração entre PME e Academia

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico recomenda mais cooperação entre o tecido empresarial e o meio académico. Sugere ainda o reforço da formação ao longo da vida.

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O último estudo da OCDE sobre a economia portuguesa identifica três áreas prioritárias para acção futura do Estado: reduzir as vulnerabilidades da economia e torná-la mais inclusiva, aumentar o investimento e fomentar as qualificações.

O objectivo será criar maior inovação. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) menos de 10% da PME portuguesas criaram produtos ou serviços inovadores, entre 2010 e 2012.

A entidade associada à ONU vê nisso sinal de uma baixa cooperação entre aquelas empresas, a maioria do tecido empresarial português, e as instituições de investigação. Neste contexto considera útil haver melhorias nos incentivos dados pelo Estado para a uma maior cooperação de académicos com o meio empresarial. Uma forma de reforçar a ligação entre os circuitos de investigação e a área empresarial.

Resultados do estudo indicam ainda que a taxa portuguesa para a criação de startups, com seis pontos, é baixa. Está a dois pontos acima de Espanha, mas a 8 do valor registado na Turquia.

A organização defende ser necessário aumentar as competências de gestão no país.

A organização defende que existe margem para melhorias no ensino primário e secundário, incluindo uma melhor formação dos professores, mais avaliação e consolidação dos programas de ensino e de formação profissional.

Mas também diz ser necessário aumentar as competências de gestão no país e disponibilizar mais formação contínua orientada para trabalhadores com poucas qualificações.

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