Colaboração entre humanos e máquinas pode criar ambiente hiperprodutivo

Quais serão os benefícios da inteligência artificial? É desta premissa que parte um estudo da Goldsmiths University que procura antever o impacto daquela tecnologia nos os processos de atribuição de recursos de TI.

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A inteligência artificial vai alterar drasticamente a forma como as organizações operam e criar novos papéis para os profissionais, diz um estudo da Goldsmiths University feito em conjunto com o fornecedor de aplicações de tecnologia “cognitiva”, a IPSoft. As mudanças podem até afectar processos de compra e alocação de TI para funcionários e unidades de negócio, introduzindo maior automatização.

O estudo FuturaCorp: Artificial Intelligence & the Freedom to Be Human reforça a ideia de que as tecnologias de inteligência artificial resultarão e maior recompensa para capacidades mais exclusivas como a imaginação e criatividade.

Chris Brauer liderou a investigação diz ter ficado surpreso ao descobrir que os resultados sugerem a possibilidade de haver abordagem mais colaborativa entre humanos e máquinas. “Este estudo constatou que a colaboração entre máquinas inteligentes tem o potencial de ser mais produtivo ‒ [levando a] um ambiente hiperprodutivo ‒ maximizado para o ser humano e para a máquina”, declara.

Em suma, Brauer acredita que as tarefas adequadas às máquinas, monótonas e repetitivas, devem ser “terceirizadas” para máquinas. Mas os humanos, pensa ele, serão libertados para assumir papéis onde os seres humanos são actualmente, insubstituíveis. Por exemplo, na compreensão do design, da empatia, da criatividade e da estratégia.

Os papéis previstos são divididos em três categorias: competências inter-funcionais, probabilísticas e determinísticas. As mais transversais incluem inteligência social, conhecimento cultural e pensamento adaptativo. Aquelas probabilísticas serão mais adequadas para a IA actuar como uma tecnologia complementar aos seres humanos, podendo incluir novos papéis, como “designers de interacção com AI”. Alimentar a máquina, com a compreensão humana da linguagem do desenho, por exemplo.

“Imaginamos um mundo onde as organizações começam a adaptar-se e a atribuir recursos às máquinas a fazerem aquilo que fazem bem enquanto os seres humanos executam o que fazem bem”, diz Brauer. Para o investigador o problema “é que se está a fazer com seres humanos o que as máquinas fazem bem”.

Por isso ele não se surpreende com o facto de essas funções acabarem por ser assumidas pelas máquinas.

Sendo tão determinísticas e robóticas, “logo à partida são apropriadas para as máquinas em primeiro lugar”.

“Corretores de tecnologia” tendem a ser substituídos

Brauer caracteriza um corretor de tecnologia de uma organização como profissional responsável por “gerir a interacção entre as necessidades da equipa de vendas e as capacidades reais das tecnologias”. É ele que “aconselha, negocia o suporte entre as divisões das empresas e assim por diante, para alocar recursos de resposta às tendências”.

Mas, diz o investigador há a tendência para as organizações munidas com as suas “matrizes de probabilidade”, serem capazes de perceber em tempo real que áreas de negócio estão alta, “como numa bolsa de valores“ E partir daí são atribuídos recursos de forma mais automática.

Adoptar maior grau de automatização já é parte fundamental da metodologia DevOps: todas as tarefas repetitivas devem ser automatizadas, deixando aos programadores mais tempo e energia para o desenvolvimento.

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