4ª revolução industrial volta à agenda de Davos

Vários líderes das tecnologias vão estar presentes em Davos, durante o Fórum Económico Mundial. Entre eles, Marc Benioff, Bill Gates, Jack Ma, Bill McDermott, Chuck Robbins e Satya Nadella.

industrial-internet-consortium-drEm Davos está tudo a postos. O Fórum Económico Mundial reúne a partir de terça-feira chefes de Estado e de Governo, líderes de empresas dos mais variados sectores e provenientes de todo o mundo. Na Suíça, a tecnologia está no topo da agenda.

O Computerworld Reino Unido fez o levantamento e encontrou 24 painéis e conferências sobre o impacto económico e social da tecnologia durante o Fórum que se prolonga até quinta-feira.

Mas não é apenas de quantidade que se fala. Este ano, tal como na edição do ano passado, a 4ª revolução industrial é um tópico que surge repetidamente. O mundo está a aceitar que esta revolução está de facto a acontecer e a preparar um plano para fazer face à disrupção que esta mudança vai ter na sociedade.

O sítio oficial do Fórum Económico Mundial criou uma página específica sobre a temática, incluída na “Agenda Global”.

Nessa página lê-se: “estamos à beira de uma revolução tecnológica que vai alterar substancialmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos uns com os outros”. Acrescenta ainda “à sua escala, espectro e complexidade, a transformação será totalmente diferente de qualquer outra mudança pela qual a humanidade já passou. Ainda não sabemos como é que tudo se vai desenrolar, mas uma coisa é certa: a resposta a essa revolução deve ser integrada e abrangente, envolvendo as partes interessadas da política global, desde os sectores público e privado até à academia e sociedade civil”.

Durante o fórum anual em Davos, políticos e chefes de Estado convivem com líderes empresariais, celebridades, membros da Academia, líderes de bancos e de fundos de investimento.

A participação da União Europeia este ano apresenta algumas lacunas, uma vez que personalidades como Angela Merkel optaram por não estar presentes. Pelo contrário, a China será representada ao mais alto nível pelo presidente Xi Jinping.

O primeiro-ministro português, António Costa, far-se-á acompanhar pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral. O ministro considera que a participação no Fórum será “uma oportunidade muito importante” para promover Portugal junto dos líderes mundiais. O responsável assinala que se irá passar uma “mensagem mais positiva” de um país que está a resolver os seus problemas e a apresentar “o melhor crescimento da União Europeia”, passando ainda a mensagem de que se estão a desenvolver políticas de “atracção de investimento, políticas de apoio ao empreendedorismo e às ‘startups'”, disse o ministro à Lusa.

A indústria tecnológica estará representada por figuras reconhecidas do sector como Marc Benioff, Bill Gates, Jack Ma, Bill McDermott, Chuck Robbins, Ginni Rometty, Sheryl Sandberg, Vishal Sikka, Meg Whitman ou Satya Nadella.

Este fórum pode ser considerado como aquele em que se chega a consenso sobre o que mais importa em termos económicos, sociais e políticos, na opinião dos políticos e das empresas.

Alguns dos eventos relacionados com a 4ª revolução industrial incluem como prepará-la, o que vai acontecer aos actuais postos de trabalho, e inclusivamente reuniões sobre o  rendimento mínimo universal, um conceito que foi em tempos considerado uma utopia, mas que com a realidade da automação no horizonte está a ser equacionado.

Satya Nadella vai participar num debate sobre inteligência artificial e de que modo é que pode “beneficiar a sociedade como um todo”. Outras reuniões relacionadas com tecnologias incluem “o futuro da guerra”, vários debates sobre cibercrime, outro sobre a privacidade que se está a tornar um “bem de luxo”. As notícias falsas, as fintech, a ciberguerra e os carros autónomos serão também alvo de discussão.

O incremento das políticas populistas de direita, o aumento da divisão social, a redução dos standards de nível de vida no ocidente, a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) e o estado da globalização económica neoliberal fazem também parte da agenda.

As sessões serão transmitidas em directo no canal de Youtube do Fórum Económico Mundial.

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