Aceleração de startups passa por especialização

O futuro do ecossistema para impulsionar o negócio das startups passa por entidades aceleradoras verticais, com o envolvimento de múltiplos parceiros.

As entidades aceleradoras de negócio (fundos de investimento privados, criadores de comunidades, empresas, Governo e universidades) deverão passar a trabalhar cada vez mais directamente com clientes empresariais para ajudar na sua relação com o universo das startups e nos seus processos internos de inovação.

Esta é uma das conclusões do relatório “Acceleration today: trends & challenges“, realizado pela Beta-i, com o apoio da European Accelerators Network, da Startup Europe e da Fundação Calouste Gulbenkian.

A Beta-i revela que a internacionalização se vai manter como uma tendência forte e que os programas de aceleração deverão reforçar o seu posicionamento enquanto investidores nas startups que ajudam a acelerar.

Um terceiro aspecto destacado é a formação e espera-se que esta “se torne numa das maiores áreas de aceleração, à medida que as universidades procuram respostas mais efectivas para educar na óptica do empreendedorismo”.

O relatório resulta da combinação de considerações retiradas do “European Accelerator Summit (2015)”, que se realizou em Lisboa, de entrevistas a mais de 60 aceleradores de várias origens e ainda de um estudo levado a cabo junto daquelas entidades. O principal objectivo é “apoiar o crescimento do sector da aceleração”, através da partilha de informação no ecossistema europeu e da identificação de tendências e desafios da indústria.

A aceleração é essencial a qualquer economia que queira alavancar o empreendedorismo de base tecnológica, explica a coordenadora do estudo, Edite Cruz, responsável de projecto na Beta-i.

“Acreditamos que a indústria da aceleração é essencial a qualquer economia que queira alavancar o empreendedorismo de base tecnológica. A aceleração é uma indústria em rápido crescimento, de grande impacto, e de cariz global, mas é relativamente nova, e desconhecida para a maioria”, diz.

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