Quais são as propostas de Trump para o sector das TIC

Infra-estrutura de redes e cibersegurança tiveram menções na campanha do presidente eleito dos Estados Unidos. Mas várias propostas podem ser apenas “wishful thinking”.

Com Silicon Valley quase todo na oposição a Donald Trump durante a campanha, e o seu plano de políticas de tecnologia muito pobre, as recomendações para prioridades provenientes de grupos sectoriais das TIC podem ser um exercício de manifestação de desejos. Ainda assim, vários grupos de tecnologia felicitaram o próximo presidente dos EUA pela vitória inesperada e expressaram optimismo sobre esta presidência.

Um ponto de entusiasmo foi a adição à última hora das redes de telecomunicações a uma longa lista de projectos de infra-estruturas que Trump espera financiar. Ainda assim, o grupo sectorial USTelecom lembrou o empresário do enorme papel que a Internet teve na campanha eleitoral deste ano: “este ciclo eleitoral ilustrou dramaticamente o papel crítico que a banda larga desempenha na nossa nação, proporcionando a milhões de americanos uma capacidade sem precedentes de permanecer envolvidos em campanhas para cargos públicos à escala local, estadual e nacional – e permitindo um novo tipo de envolvimento do cidadão no processo democrático”.

Trump falou brevemente sobre cibersegurança durante a sua campanha. Os grupos de direitos digitais, no entanto, estão preocupados com o impacto da nova presidência na privacidade.

O presidente eleito criticou a Apple por não ter colaborado com o FBI na intrusão a um iPhone de um alegado terrorista. No entanto, um governo Trump pode ser uma oportunidade para eliminar regulamentações consideradas desnecessárias, ao basear-se em modelos de parceria público-privado, já adoptados pela administração de Barack Obama, disse Larry Clinton, presidente da Internet Security Alliance.

“Pensamos que a eleição de Trump pode ser muito progressiva para a política de cibersegurança,” declara. Além disso, Clinton espera que o novo governo norte-americano coloque sobre o combate ao cibercrime uma prioridade maior do que Obama.

Os EUA estão a gastar menos de cinco mil milhões por ano para combater o cibercrime, enquanto as perdas chegam às centenas de milhares de milhões de dólares. Uma revisão dos esforços deve “começar a corrigir esse desequilíbrio”, prevê.

Linda Moore, presidente e CEO da TechNet, uma rede de executivos do sector tecnológico, pediu a Trump para dar maior apoio à educação na ciência da computação e para construir uma cultura de suporte às startups, mas nenhum dos assuntos são uma prioridade para o próximo líder do país, que enviou mensagens contraditórias nas suas visões sobre os trabalhadores.

Ao querer deportar imigrantes ilegais, alguns peritos acreditam que qualquer compromisso do novo presidente sobre a questão dos vistos para imigrantes altamente qualificados está morto na sua presidência.

No entanto, a Software and Information Industry Association está optimista. Fez várias recomendações e pediu a Trump que “promova práticas flexíveis de cibersegurança e encete um diálogo com a indústria tecnológica sobre os benefícios e desafios da tecnologia na aplicação da lei”, explica a Computerworld.

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