Melhores práticas para a gestão em TI

Para ter um panorama consistente da organização, é preciso conhecer minuciosamente a estrutura, a matéria-prima e os elementos participantes nos processos

Vale a pena apreciar as TI no contexto clássico de uma cadeia de fornecedores. Para se ter um panorama consistente, é preciso conhecer minuciosamente a estrutura, a matéria-prima e os elementos participantes nos processos.

No modelo da cadeia de fornecedores, a matéria-prima é formada pelas instalações do centro de dados, pelos custos envolvidos para operar a TI e culmina com os servidores e as aplicações. Unidos, estes componentes formam o que conhecemos por TI e são consumidos em vários pontos da organização.

Ainda que esta perspectiva ajude a compreender a estrutura de TI, calcular exactamente o custo dos serviços que fornecem e explicitar de que forma esses serviços são aproveitados é uma tarefa árdua.

Some-se a isso o facto de as tecnologias de virtualização e de computação em nuvem estarem cada vez mais presentes nas empresas. Essas plataformas diminuem a estrutura da TI, mas não a simplificam necessariamente.

Se os CIO quiserem administrar a TI como uma empresa dentro da organização, precisam de ferramentas que unifiquem métricas financeiras com dados da carga de trabalhos. Pode-se comparar a necessidade de uma empresa moderna por sistemas ERP à procura dos CIOs por métricas de desempenho transparentes.

Eis algumas das melhores práticas para a gestão das TI, na opinião de participantes do CIO Executive Council:

1. Defina a taxonomia dos serviços e dos produtos de TI
É indispensável alinhar os discursos e um passo para isso é usar um vocabulário comum para se referir a determinados produtos. A tarefa de classificar todos os itens na TI consome tempo e impõe desafios. Todavia, o exercício da taxonomia ajuda na comunicação entre os diferentes grupos e possibilita que os assuntos sejam discutidos num padrão que seja compreendido por sectores distintos da empresa. Tal classificação é especialmente importante na medida em que as atribuições da TI mudam face à introdução de novas tecnologias.

2. Não esperar por dados perfeitos
É comum os CIO seguirem a implementação de tecnologias e de soluções até terem a certeza de terem analisado dados precisos. O temor é que dados imprecisos gerem resultados negativos ou inesperados.

Ainda assim, como muitas empresas poderão comprovar, deixar que os dados sejam depurados ao longo dos processos não é uma alternativa assim tão má. Os CIO exemplificam esse ponto ao falarem sobre dois gestores de fábrica com perspectivas diferentes sobre a qualidade dos dados para dar sequência à implementação de um sistema.

Para um, nada substituiría informações 100% correctas, ao passo que o outro aceitou trabalhar com uma margem de precisão de 90%. Em menos de um mês, as informações antes 90% correctas transformaram-se em dados totalmente fiáveis.

3. Esqueça as certificações – contabilidade é a palavra do momento
Uma das atribuições mais importantes do CIO na actualidade é a capacidade de manter uma contabilidade sobre todos os processos da TI. Nalgumas empresas, por exemplo, os colaboradores de TI estão a passar por uma formação básica de contabilidade e de cálculo de custos. Sem esse conhecimento, os CIOs são incapazes de oferecer uma visão completa sobre soluções e projectos.

4. Comece com projectos de alcance limitado
Sabemos que os tentáculos da gestão corporativa de tecnologia (TBM) se estendem por toda a empresa. Isso dificulta a escolha do ponto inicial de todos os projectos. O conselho dos CIO para isso é escolher uma aplicação ou um produto que seja largamente usado na empresa e cujas características sejam conhecidas por todos.

A vantagem na adopção dessa estratégia é o facto dela ser uma espécie de vitrine para a sua capacidade de implementar processos de forma eficiente. Ela poderá agir a seu favor na argumentação de implementações futuras.

5. Faça alterações de largo espectro
Soluções como as de virtualização são posicionadas em pequena escala e, depois, estendidas às outras áreas da empresa. Sucede que, em determinados casos, vale a pena realizar implementações em grande escala. Segundo os participantes no evento, essa é a receita para o sucesso no longo prazo.

A diferença entre ritmos de implementação diferentes espelha-se na percepção dos colaboradores. É comum que “inovação” seja confundida com “transformação”, pois ambas resultam em mudança. Mas transformação prevê a mudança de algo, ao passo que inovação significa “criação”.

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