Recomendações para acelerar a digitalização dos pagamentos

Estas aceleradoras acções podem ajudar os governos e as organizações a desenvolverem abordagens personalizadas para os mercados apropriados.

Um relatório da Better Than Cash Alliance identificou dez passos que podem fazer com que governos e empresas abandonem a economia dominada pelo dinheiro e abracem a digitalização dos pagamentos.

O estudo da organização das Nações Unidas inclui a análise a 25 países: África do Sul, Bangladesh, Brasil, Canadá, China, Colômbia, Coreia do Sul, Estónia, Filipinas, Gana, Índia, Indonésia, Madagáscar, Malásia, México, Nigéria, Paquistão, Perú, Quénia, Ruanda, Rússia, Sri Lanka, Suécia, Tanzânia e Vietname.

Foram reveladas uma dezena de acções aceleradores que podem causar um grande impacto no avanço da criação de economias onde os pagamentos digitais estejam amplamente disponíveis.

Segundo o estudo “Accelerators to an Inclusive Digital Payments Ecosystem“, a Índia economiza dois mil milhões de dólares anualmente ao digitalizar os subsídios aos combustíveis, reduzindo também as fugas de pagamentos, enquanto o Brasil reduziu 30% os custos das transacções nos desembolsos do governo a indivíduos.

A análise conduziu à identificação de dez acções de como outros países podem agilizar as suas iniciativas visando economizar, elevar as receitas dos impostos e aumentar as oportunidades para que os cidadãos possam ter um melhor padrão de vida.

As acções aceleradoras são:
1. Promover a aceitação da infraestrutura pelos comerciantes em micro, pequenas e médias empresas para aprofundar o uso entre consumidores, bem como pelos maiores pagadores.

2. Alavancar redes ou plataformas existentes para o fornecimento de produtos e serviços de pagamento digital para ampliar esses serviços mais rapidamente e de maneira a reduzir custos.

3. Estabelecer uma infraestrutura digital partilhada entre participantes para reduzir barreiras e promover a inovação, tanto em instituições públicas como privadas.

4. Estabelecer interoperabilidade para reduzir barreiras que limitem transacções digitais a uma única plataforma de pagamentos para aumentar a aceitação e a adopção de pagamentos.

5. Desenvolver um programa único de identificação que possa ser acedido por participantes dos sectores público e privado para a verificação de identidade pode gerar pagamentos digitais e inclusão financeira. As estruturas de protecção ao consumidor são essenciais para garantir uma adequada privacidade, segurança e controlo de dados.

6. Digitalizar casos de usos rotineiros frequentemente utilizados para transações torna os pagamentos digitais mais familiares e aumenta os volumes de transacções digitais.

7. Digitalizar os pagamentos do governo para promover um ecossistema de pagamentos digitais economizando nos custos das transacções e aumentando o acesso de civis a pagamentos.

8. Digitalizar os recibos do governo para fazer com que indivíduos e empresas se sintam mais confortáveis com os pagamentos digitais, reduzindo as fugas e estimulando as receitas. A colaboração com o sector privado é fundamental.

9. Estabelecer regulação que incentive a inovação e práticas responsáveis, entendendo as lacunas e as barreiras das regulações existentes, envolvendo todos os interessados.

10. Implementar políticas que incentivem e melhorem a conveniência dos pagamentos digitais para gerar a adopção mais rápida e generalizada e um maior acesso a esses pagamentos.

Segundo o estudo, a compreensão desses aceleradores ajudará os governos a desenvolverem abordagens personalizadas para os mercados apropriados.

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