Impacto nas TI no pós-Brexit

A Gartner avança que a retracção deverá ser de 2 a 5%, enquanto a Forrester aponta outros potenciais impactos.

queda - SXC - CWA saída do Reino Unido da União Europeia coloca um peso relevante sobre a despesa de TI mundial mas será o país a sofrer o pior impacto, diz a Gartner.

A Forrester prevê até que o núcleo de empresas de “fintech” deva sair para o Europa continental, umas das cinco consequências que antecipa.

A Gartner tinha antecipado um aumento das despesas de tecnologia de 1,7% no Reino Unido este ano, num gasto total de 179,6 mil milhões de dólares. O Brexit reduz essa estimativa de gastos entre 2% e 5%, movendo-o para território negativo, pormenoriza a consultora.

No próximo ano, a evolução continuará negativa. A razão principal para a retracção é resumida numa palavra pelo analista da Gartner, John Lovelock: “incerteza”. “Vai ser um problema persistente ao longo dos próximos seis meses”, considera.

Serão os gastos discricionários os mais afectados, nos segmentos de tecnologia pessoal e empresarial, refere Lovelock.

O Reino Unido responde por 26% dos gastos de TI na Europa ocidental, ultrapassando a Alemanha (18%). Lovelock liga a superioridade anglo-saxónica ao uso elevado de serviços empresariais.

Centros de inovação deverão sair
Laura Koetzle, directora da Forrester, explica no seu blogue as cinco maiores implicações do Brexit:

‒ as preocupações sobre as leis de imigração irão esmagar o repositório de recursos humanos e talento do Reino Unido, conforme aqueles focados nos ambientes digitais e de atendimento migram para fora do território;

‒ a inovação de produtos e de entrega será mais lenta, com as empresas a gastarem mais tempo e esforço para trabalhar com empresas inovadoras do outro lado das fronteiras;

‒ a incerteza sobre os regulamentos de privacidade e o menor acesso aos dados vão atrapalhar a procura de perspectivas mais aprofundadas, sobre dados de negócio, por parte das empresas;

‒ o núcleo de poder dos serviços financeiros e as “fintech” devem deslocar-se para os mercados continentais;

‒ as empresas multinacionais da indústria fabril e do sector automóvel também deverão mover os centros de inovação para fora do Reino Unido.

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