4 tecnologias para o negócio digital

Realidade aumentada e virtual, soluções de análise mais avançadas, IoT e software de “blockchain” são prometedoras, diz a Deloitte Consulting.

deloitte-iot-100650344-origAs tecnologias de redes sociais, mobilidade, de analítica e cloud computing permitem modernizar, estabilizar e acelerar as transformações digitais. Mas durante os próximos 18-24 meses a estas tendências vão associar-se outras como a realidade aumentada e virtual, soluções de análise mais avançadas, Internet das Coisas e o software de “blockchain”.

Estas tecnologias emergentes no mercado deverão levar à criação de novos produtos e serviços que modificam a maneira de funcionar e interagir com os clientes, de acordo com Bill Briggs, director de tecnologia de Deloitte Consulting.

Internet das Coisas

Briggs destaca como valor real da IoT a capacidade de permitir às empresas repensar os seus processos de negócio através da automatização de acções até aqui realizadas manualmente.

Na actualidade, há já exemplos desta realidade. Por exemplo, Weather Company, empresa de IBM, está a incorporar dados sobre o tempo e algoritmos de aplicações comerciais. A IBM também está a construir um sistema analítico para que a empresa Whirpool possa estabelecer uma previsão sobre o momento em que uma máquina está prestes a falhar.

Há ainda o caso da incorporação de sensores em salas de conferência, realizado pela Intel, com o objectivo de os empregados serem capazes de ver quando estão essas mesmas salas disponíveis, no telemóvel ou no computador.

No entanto, a Deloitte faz uma advertência: para não sofrer com uma avalanche de dados de diferentes dispositivos, as empresas deveriam pensar de maneira abrangente e a implantação deveria ir devagar para acelerar o ritmo mais tarde.

É preciso ter em conta que devido à sua natureza distribuída, a IoT multiplicam a superfície passível de ameaça de qualquer organização e por isso há que salvaguardar a segurança dos sistemas tendos isso em conta.

Realidade virtual e aumentada

Seja a realidade aumentada ou seja virtual, ambas superaram a dobra porque todos os fornecedores de TI estão a entrar neste mercado. O uso de tecnologias como Oculus Rift, de Facebook, e HoloLens, de Microsoft vai acelerar a sua penetração nas empresas.

Neste momento, há companhias a trabalhar em possíveis aplicações, e ainda que também seja certo que ambas as tecnologias sejam aplicadas em ambientes corporativos de maneira maciça, é preciso repensar o seu desenho, já para não falar da mudança importante que implica a sua utilização no lugar de trabalho, com a necessária formação do funcionário.

Novo “ouro negro”

Conseguir extrair valor dos dados pode modificar as regras do jogo e é um dos elementos chave das transformações digitais. De acordo com o estudo CIO 2015 da Deloitte, no qual participaram 1200 executivos de TI, a análise de dados é uma das áreas de investimento prioritária. E uma das que pode chegar a ter maior impacto no negócio.

Neste âmbito, por exemplo, a cadeia de hotéis Starwook criou um software de aprendizagem de máquina que altera os preços de maneira dinâmica tendo em conta o tempo, os eventos ou celebrações locais e mais factores.

No entanto, na actualidade, há poucas empresas a realizarem investimentos numa arquitectura de dados distribuída, com processamento “in-memory”, aprendizagem de máquinas ou processamento de linguagem natural, todos elementos necessários para a utilização de dados e análise de dados em grande escala. Há muitos equipamentos bem preparados para a análise descritiva mas ainda não adoptaram soluções avançadas de análise preditiva para poder alcançar amplitude de visão.

Tecnologia de “blockchain”

A tecnologia de “blockchain” suporta as “criptomoedas” ao permitir que dados sejam gravados e partilhados pelas comunidades, com autenticidade. Bancos, como o BNY Mellon ou o Royal Bank of Scotland estão a realizar experiências com o software para a sua utilização em transacções.

O CTO da Deloitte acredita que esta tecnologia poderá ser aproveitada por um sector como o da saúde, por exemplo, no intuito de criar uma rede segura de registos médicos electrónicos.

Cibersegurança continua imprescindível

Cada implantação de tecnologia continuará a precisar de salvaguardar a cibersegurança. Os dispositivos ligados devem ser monitorizados, geridos e protegidos de maneira a controlar acessos não autorizados.

“As organizações devem encontrar o equilíbrio nas suas prioridades, realizar experiências em novas áreas e transformar os seus activos mas sempre com a garantia de que as novas soluções são seguras e resistentes”, conclui Briggs.

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