Custos do Windows Server 2016 exigem atenção

Os auditores da Microsoft terão provavelmente boas oportunidades com a actualização, constata um advogado da consultora Scott & Scott.

datacenter_server-90389-100599828-origHá alguns anos, a Microsoft mudou o modelo de licenciamento do SQL Server, indexado ao número de processadores, passando a fundá-lo no número de núcleos de processamento e prepara-se fazer o mesmo com o  Windows Server 2016.
Algumas empresas não vão gostar do resultado disso nos custos, sendo conveniente começar a planear as migrações.

“Os auditores da Microsoft vão ver talvez muitas boas oportunidades com esses novos requisitos para o Windows Server, da mesma maneira que usaram as regras de licenciamento, cada vez mais complexas do SQL Server para aumentar as receitas da empresa baseadas em auditoria nos últimos anos”, avisa Christopher Barnett, advogado associado da consultora jurídica Scott & Scott.

Actualmente, cada licença do Windows Server permite o uso do software num máximo de dois processadores físicos. Além da primeira licença, não há número mínimo de licenças que é necessário comprar por servidor.

Com o Windows Server 2016, previsto para o final do corrente ano, os clientes terão de comprar licenças com base no número de núcleos de processador activados (com o software) em cada servidor. As licenças serão vendidas em pacotes que abrangem dois núcleos e os clientes serão obrigados a comprar licenças suficientes para cobrir, pelo menos, oito núcleos para cada processador físico, diz Barnett.

A Microsoft refere que está a fazer alterações para alinhar os licenciamentos praticados em cloud computing privada e pública.

Independentemente de quantos núcleos estão realmente no servidor, insiste. Cada software de servidor terá de ser comprado por um valor mínimo de licenciamento de dois núcleos o que obriga clientes a adquirirem licenças para pelo menos 16 núcleos, ou oito blocos de dois núcleos, para cada servidor físico.

Num documento de esclarecimento de dúvidas frequentes (“FAQ”), de Dezembro, a Microsoft refere que está a fazer alterações para alinhar os licenciamentos praticados em cloud computing privada e pública.

Quer passar uma  “uma ‘moeda’ consistente de núcleos ” e simplificar o licenciamento em ambientes com múltiplas plataformas de cloud.

Três problemas no horizonte

Barnett nota três potenciais problemas:

‒ no caso de uma empresa ter servidores com uma densidade de núcleos acima dos oito por processador, por exemplo, com um servidor de dois processadores com  16-cores no todo ‒ terá talvez de comprar mais licenças do que antes.

Isso vai ser cada vez mais comum à medida que mais empresas passarem a usar servidores com densidades mais elevadas. “Provavelmente vai ser mais caro para alguns, a curto prazo, e para todos no longo prazo”, vaticina Barnett.

‒ comprar licenças para o Windows Server 2016 se tornará mais complexo, sendo mais mais fácil cometer erros, aumentando o potencial para ocorrerem  auditorias.

‒ os licenciados do Windows Server utilizadores do Microsoft Software Assurance podem ficar  numa situação de desvantagem, considera o advogado.

“Cada vez que a Microsoft puxa o tapete debaixo dos clientes que investiram pesadamente num modelo de licença entretanto abandonado, os clientes têm de lidar com um período de transição confuso” e descobrir o licenciamento baseado em novas métricas que vão precisar quando o prazo do Software Assurance expirar”, explicou.

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