AT vai poder aproveitar mais dados

A autoridade é excepção na Administração Pública disse o director-geral da Intel, Alexandre Santos, em debate sobre Big Data e um documentário patrocinado pela SAP e aquele fabricante.

Alexandre Santos e Rui Gaspar_1A Autoridade Tributária deverá conseguir extrair conhecimento de 100% dos dados que recolhe, “em breve”, disse Alexandre Santos, director-geral da Intel para Portugal, sem concretizar quando, durante um debate sobre Big Data. A discussão sobre o tema ocorreu a propósito da exibição do documentário “Big Data”, patrocinado pela SAP e por aquele fabricante.

O responsável procurava referir a Autoridade Tributária como uma excepção na Administração Pública, onde se recolhe mais informação do que se consegue tratar.

Para extrair conhecimento é necessário recorrer a cientistas de dados, recurso humano escasso, lembra Rui Gaspar, responsável de vendas da SAP para a área.

O gestor aproveitou para promover as aplicações do fabricante alemão, sugerindo que poderão facilitar a criação de modelos, face à ausência de profissionais com formação tão específica nas empresas.

Gaspar sublinhou mesmo ser pouco prático manter cientistas de dados residentes nas empresas. De acordo com Alexandre Santos, decorrem em Portugal apenas dois projectos “genuínos” de Big Data e as dificuldades não parecem residir apenas na escassez de recursos humanos.

Cabe aos clientes “a decisão de como tirar partido” das aplicações ou tecnologias, diz  Rui Gaspar (SAP).

Uma das razões, abordada de forma pouco aprofundada durante o debate, liga-se à protecção de dados pessoais e da privacidade. João Mota Lopes, administrador do Instituto de Informática, referiu por exemplo, que para os esforços de detecção de fraude na Segurança Social é necessário conjugar dados e informação de várias fontes, mas a legislação oferece algumas barreiras a esses processos.

Alexandre Santos concordou: “Há passos para os quais as leis da privacidade não estão preparadas”, afirmou.

Nos projectos da SAP, em Portugal, nos quais a confidencialidade é relevante, estão incluídas as necessárias componentes, como a elaboração de acordos para esse fim (“Non-Disclosure Agreements”) ou mesmo a anonimização de dados antes de serem entregues a um determinado sistema ou projecto, garante Rui Gaspar, em declarações para o Computerworld.

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